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Sinfonia nº 4 em Mi Bemol Maior – A. Bruckner (1824-1896)

publicado em 23 de julho de 2020 - Por Odila Baisi

Na semana anterior escrevi um pouco sobre a vida do sinfonista austríaco Anton Bruckner, (1824 – 1896), e hoje registro aqui sua Sinfonia nº4 em mi bemol maior, a chamada “Romântica” que se exprime num tom mais intimista que a terceira (1873) à qual Bruckner rende homenagem a Wagner.

Ele chegou a realizar quatro versões da sua “Romântica”, denominação estabelecida pelo diretor Schalk, a partir da primeira (1874) até a quarta (1888). As edições de 1936 e 1953, que habitualmente se utilizam, seguem a terceira versão (1880).

Considerada pelos tratadistas, a “Romântica” é arquetípica do pensamento e dos procedimentos de Bruckner. O conceito da forma amplia-se à base do estender o padrão romântico e carregar a orquestra de alta eloquência. A toada que aparece no primeiro movimento da quarta demonstra o pensamento simples, e às vezes de origem popular de Bruckner.

Não há dúvida de que cabe realçar desta sinfonia, sua ingenuidade e complexidade. Hans Richter deu a conhecer a segunda e a quarta versão da sinfonia em 1881 e 1888, respectivamente. O triunfo no segundo caso, foi definitivo.

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