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Se você pudesse conservar e preservar com diversidade algo na sua vida, o que seria?

publicado em 21 de abril de 2021 - Por Ambiente em Pauta

Hoje vamos falar sobre biodiversidade. Bio(diversidade) que há na vida natural biológica, os animais, as plantas, os microrganismos, tudo que envolve vida entre as espécies e ecossistemas.

E dentro da biodiversidade, existem dois termos importantes para sua proteção enquanto sociedade. A conservação, que como o próprio nome diz, tem a qualidade de conservar, guardar algo, que nesse caso, mesmo conservando, é o de obter maior qualidade para o ser humano e causar o menor impacto possível no meio ambiente (mas ainda assim é causador de impactos, pois utiliza dos recursos naturais).

Enquanto que do outro lado temos a preservação, que visa propriamente, de forma integral, preservar o ambiente como ele é, de forma total, sem interferência do ser humano.

Não há mérito para dizer ou até mesmo ponderar o que é melhor ou “pior”, mas é possível refletir sobre sua importância, seus conceitos e atuações, que ambas ecoam em nossa realidade. Como, por exemplo, quando um espaço é ambientalmente conservado, é possível que haja interferência humana, logo, podemos fazer uma trilha em uma área como essa, usufruir desse espaço de alguma maneira, como a extração de matéria prima para usufruto do ser humano, ou apenas como ferramenta de bem-estar, mas como o objetivo é a qualidade para o ser humano, e há a presença do mesmo, continua sendo apenas conservação.

Diferente de um espaço de preservação que é restritamente preservado como ele é, e sempre foi cultuado pela natureza e se autossustentado através dessa biodiversidade que habita ali, a fauna e flora.

Burocraticamente, esse sistema é regido pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da natureza (SNUC), que através de normas e procedimentos oficiais mantém o uso e manejo dessas áreas da maneira ideal.

Bom, essa é uma pequena pincelada sobre um assunto que vivemos cotidianamente, mas nem percebemos. Através de nossas escolhas diárias podemos nos conectar com elas, por exemplo, pensando bem pequeno e humildemente quando admiramos uma flor, sem arrancá-la de seu “habitat natural” – em algum grau a estamos preservando, respeitando o espaço que lhe é concedido para a natureza ser natureza.

Mas, para além disso, diante da nossa realidade, precisamos dela, usufruir de sua matéria, e agradecer e nos harmonizar com aquilo que nós é dado, ou seja, aquele ramo de salsinha que podemos contemplar em nosso alimento ou apenas na xícara que usamos no café da manhã… por quantos lugares ela passou, quantos componentes da natureza foram extraídos/usados para que ela pudesse ser, agora, de nosso usufruto. Que especial, não?

E afinal, se você precisasse escolher algo para conservar e preservar, agora para o resto da sua vida, o que seria? Desejo que “coisas” com muita diversidade e vida, para passar a vida.

Laíza Teixeira Pedroso, Tecnóloga e Educadora Ambiental, colaboradora do Coletivo Socioambiental e Associação Bragança Mais. E-mail para sugestão e diálogos: laizateixeirapedroso@gmail.com.