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Políticas públicas e o nosso papel

publicado em 9 de junho de 2020 - Por Ambiente em Pauta

Da primeira vez que li Políticas Públicas, pensei: negócio esquisito, coisa de político, muito difícil, muito distante, não estou entendendo nada, e  foi mais ou menos assim por muito tempo.

Mas pouco a pouco, vivendo novas experiências, o tema veio acompanhado de um: “não é possível, vou ter que estudar isso mesmo, preciso saber o que é”. Foi mais ou menos por aí que as coisas começaram e assim que a área ambiental tem aberto e mostrado caminhos que me transformam progressivamente.

Bom, “esse negócio”, é para gente, é para o povo, é para quem faz acontecer o mundo, e lá vamos nós…
De acordo com a Politize (2016), políticas públicas “são conjuntos de programas, ações e decisões tomadas pelos governos (nacionais, estaduais ou municipais) com a participação, direta ou indireta, de entes públicos ou privados que visam assegurar determinado direito de cidadania para vários grupos da sociedade ou para determinado segmento social, cultural, étnico ou econômico. Ou seja, correspondem a direitos assegurados na Constituição”.

Logo, podemos começar a compreender a dimensão e a importância desses programas para nossa sociedade, e cabe também a nós, como cidadãos, assegurar o bem estar social, contribuindo nesses processos que asseguram os nossos direitos.

Assim, logo entendido, podemos caminhar para a parte mais ilustre, que é a importância de nós incidirmos nessas políticas. E afinal, como incidir?

Existe um termo que podemos nos apoiar para entender, que é o advocacy, está também relacionado com incidência, que é a prática política a fim de influenciar na formulação de políticas e alocamento de recursos, seja por organizações ou indivíduos, de acordo com Mily Choy.

E porque isso tudo é importante? Entender de política, de políticas públicas, de incidência, nos faz exercer uma participação ativa e consciente nesses processos, afinal nós somos os envolvidos. E a política pública não consegue nos representar genuinamente por diversos motivos, os interesses dos cidadãos acabam muitas vezes por não serem “ouvidos” propriamente. E com essas ferramentas conseguimos intervir nas fontes geradoras das decisões legais e assim mudar, transformar e dar voz ao povo e suas reais necessidades.

Portanto, munidos de informações autênticas e conscientes, com nossa responsabilidade civil, podemos intervir, juntos e separados, em prol do bem estar da sociedade, fortalecendo e representando grupos sofrem diariamente consequências drásticas de escolhas coletivas não saudáveis, em níveis psicológicos e físicos.

O caminho pode ser turbulento e os desejos de mudanças são muitos, mas no coletivo conseguimos transformar, pois juntos somos mais fortes.

POLITIZE!. Políticas Públicas: O que são e para que existem. Disponível em: https://www.politize.com.br/politicas-publicas/. Acesso em: 1 jun. 2020.

CHOY, Mily; Cómo incidir en Políticas Públicas. 1. ed. Asunción – Paraguay: Fundación Centro de Información y Recursos para El Desarrollo (CIRD), 2005. p. 1-98.

Contribuição de Laíza Teixeira Pedroso, Tecnóloga e Educadora Ambiental, colaboradora do Coletivo Socioambiental e Associação Bragança Mais, e-mail para sugestão e diálogos: laizateixeirapedroso@gmail.com.
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QUINTA-FEIRA, DIA 11/06 continua o III SIMPÓSIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO: DA PÓS-VERDADE À CIÊNCIA. Quais as maiores consequências da devastação das áreas de vegetação natural? Qual a sua relação do aparecimento de novos vírus? Não perca o debate do dia 11/06, às 19h00.

“BIOMAS DEVASTADOS VIROMAS MODIFICADOS”

Profa. Dra. Elenice Mouro Varanda – Professora Associada de Botânica da FFCLRP/USP. Lab. Ecologia Química e Restauração Florestal. Prof. Dr. Eurico de Arruda Neto – Professor Titular de Virologia da FMRP/USP Lab. Patogênese Viral. Mediação Profa. Ms Maria Cristina Muñoz Franco (Integrante do Coletivo).

Atividade on-line e gratuita através da página do Coletivo no Facebook (https://www.facebook.com/coletivobp).
Próximo debate: dia 25/06 encerrando a série com o tema “Resiliência ambiental urbana”.

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