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No Tatame

publicado em 8 de junho de 2021 - Por Juninho Boi

Caros leitores, hoje apresento a vocês uma mulher que bate um bolão quando o assunto é internacionalização no futebol. Confiram a entrevista completa abaixo com a minha amiga Camila Prando.

Como estão sendo seus primeiros meses no São Paulo FC?
Bons. São novidades diárias e como comecei a trabalhar no clube quando a maioria ainda estava em home office, dificultou eu conhecer meus colegas de trabalho pessoalmente. Como as coisas estão melhorando um pouco, passo a conhecer novas pessoas a cada dia.

Com é trabalhar em um gigante clube brasileiro de futebol como o São Paulo FC? 
É maravilhoso. O SPFC é gigante. Uma nação! A torcida é incrível e tem me recebido de braços abertos. Todos nós sabemos da grandeza dos grandes clubes brasileiros e principalmente do São Paulo, mas quando estamos no lado de dentro e sentimos na pele mesmo a dimensão de tudo isso, me incentiva ainda mais a suar a camisa pelo clube.

Você sempre quis trabalhar com internacionalização?
Fui moldando isso com o tempo, até porque a minha rede de contatos é muito vasta. Todos que me conhecem sabem o quanto eu sou apaixonada por futebol. Depois que eu parei de jogar, tomei a decisão que queria trabalhar com futebol masculino. Eu transitei em diversas áreas no futebol, para adquirir experiências e aprender o máximo possível, até que senti algo especial por gestão técnica de clube e internacionalização.

Você recebeu sondagens ou propostas de outros clubes de futebol no Brasil? Quais?
Sim. De outros 5 clubes da Série A e dois da Serie B, mas prefiro não mencionar.

Você sempre cita Bragança Paulista, pelo fato de ser bragantina. É um orgulho para você?
Sim! Muito! Eu amo a minha cidade e tenho muito orgulho de ser bragantina. Minha mãe ia aos jogos do Bragantino com o meu pai até o oitavo mês de gravidez. Então, antes mesmo de nascer eu já vibrava pelo futebol, rs. O Bragantino escreveu história no futebol brasileiro, quando conquistou o Campeonato Paulista, na vitória contra o Novo Horizontino em 1990, a Final Caipira, com o Luxemburgo no comando técnico e jogadores como Mauro Silva, Gil Baiano, Mazinho, Biro Biro etc. e sagrou-se vice-campeão brasileiro em 1991, perdendo a final contra o incrível time do São Paulo, com o Parreira no comando técnico. Depois da passagem do Parreira no Massa Bruta, ele assumiu a Seleção Brasileira e trouxe o tetra, junto ao Mauro Silva, para o povo brasileiro. Isso é um orgulho para nós bragantinos.