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Monitoramento ambiental por satélites

publicado em 10 de dezembro de 2020 - Por Ambiente em Pauta

A tecnologia faz parte das nossas vidas e com sua evolução fará cada vez mais. São muitos os aspectos que poderíamos citar sobre esse tema, mas hoje vamos nos limitar a um tópico específico no qual a tecnologia tem sido uma aliada importante, que é a capacidade dos satélites de registrar imagens que nos permitem acompanhar o avanço do desmatamento ou de recuperação de áreas degradadas.

De tempos em tempos, governos, agências ou ONGs divulgam dados mostrando a situação do uso da terra no Brasil ou no mundo.Esses dados são produzidos graças a um sistema de alta tecnologia que envolve o monitoramento do planeta por satélites, a análise de imagens por especialistas e até o uso de algoritmos para interpretar como alterações em imagens feitas do espaço podem identificar desmatamento.

Desde 1988 os dados de desmatamento na Amazônia são disponibilizados gratuitamente no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.
O processo de desflorestamento na Amazônia cresceu 108% em janeiro de 2020, em comparação com o ano anterior, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Seu sistema Deter, baseado na monitoração por satélite, analisa alterações na densidade da mata em tempo real. Ele mostra que foram desflorestados 284 quilômetros quadrados no primeiro mês, contra 136 quilômetros quadrados em janeiro de 2019.

Além de simplesmente contabilizar quanta floresta foi cortada, os cientistas decifraram muito sobre como o desmatamento se desenrolou ao longo de décadas. Um dos temas que emergem é o quão dinâmico o desmatamento tem sido. O monitoramento é fundamental para que seja possível comunicar e reportar os resultados da restauração. Além disso, é essencial para garantir que produtores e pessoas no campo sejam reconhecidos pelo importante trabalho que fazem em prol da sustentabilidade no Brasil.

Dessa forma, a tecnologia de imagens de satélite melhorou e vem aprimorando ainda mais a sua capacidade, oferecendo um importante apoio em soluções de rastreamento, pesquisa e controle ambiental.

Para conhecer todos os programas de monitoramento que utilizam satélites realizados pelo IPAM – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, que atua desde 1995 no controle e combate aos impactos socioambientais na Amazônia, acesse o site https://ipam.org.br/cartilhas-ipam/desmatamento-em-foco

Contribuição de Maria Cristina Muñoz Franco, integrante do Coletivo Socioambiental e Associação Bragança Mais.