Colunistas

Béla Bartók (1881 –1945)

publicado em 16 de março de 2021 - Por Odila Baisi

O húngaro Bartók entrou na Europa como um estrangeiro. Ma só “como”. Pois também foi um grande europeu. Ele próprio declarou que devia tudo a três mestres: Bach, Beethoven e Debussy.

A base de sua técnica musical, de escrever em acordes, é o impressionismo de Debussy. Sua última descoberta, depois do verdadeiro folclore húngaro, foi a seriedade profunda de Beethoven na terceira fase dos últimos quartetos.

A ponte entre esses dois polos foi, para ele, a polifonia de Bach. Assim realizou Bartók o milagre de tornar-se tradicionalista sem sucumbir ao epigonismo (imitação artística, literária ou intelectual) de subordinar a inspiração mais elementar, até “bárbara”, à arte de construção musical mais rigorosa.

Sua música soa, até hoje, áspera e impenetrável aos não iniciados; mas o estudo das partituras revela a rigorosa necessidade de escrever cada uma das notas assim como está escrita e só assim.

Bartók escreveu muitos “lieds” (canção) e uma importante “Cantata Profana” (1930); “O Castelo Barba- Azul” e o bailado “O Mandarim Maravilhoso” (1911) não obtiveram o merecido sucesso. Além desses, escreveu “Quartetos”, “Concerto para Piano e Orquestra” entre outros.