Saúde

Vacinas importantes para bebês estão em falta

publicado em 10 de agosto de 2019 - Por BJD
Crédito: Bragança-Jornal

Por falta de vacinas, bebês bragantinos não estão recebendo a proteção de que precisam nos primeiros meses de vida. Segundo a secretária municipal de Saúde, Marina Fátima de Oliveira, “o Ministério da Saúde esta tratando com descaso a nossa população”.

Segundo a secretária, as unidades de saúde têm falta de quatro vacinas: BCG (uma das primeiras vacinas que um bebê toma, que imuniza contra a tuberculose); a Pentavalente (protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria haemophilus influenza tipo b e é aplicada em crianças aos 2, 4 e 6 meses de idade); a DTP (contra difteria, tétano e pertussis); e a Meningo C (contra meningite meningocócia C).

“Fazemos campanhas chamando a atenção da população para a imunização e temos tido falta de vacinas, como a BCG, que é aplicada no bebê ao nascer, para se evitar a forma grave da tuberculose”, afirmou Marina. “A falta de vacina põe nosso trabalho todo a perder”, lamentou a secretária.

De acordo com a secretária, o município tem recebido algumas quantidades fracionadas.

A distribuição dessas vacinas é de responsabilidade do Governo Federal. O Ministério da Saúde inclusive emitiu uma Nota Técnica em 8 de julho último, informando sobre a situação de distribuição de vacinas aos estados.

A BCG, por exemplo, foi distribuída o quantitativo correspondente a 68% da cota mensal estadual. A Pentavalente foi distribuída 420 mil doses em todo o estado; e a DTP está com estoque mínimo mantido pelo Ministério da Saúde, com previsão de entrega para setembro. Ou seja, o Ministério da Saúde admite problemas para a entrega de vacinas aos estados.

Além dessas quatro vacinas, a antirrábica (contra raiva animal, aplicada em cães e gatos) também está em falta.