Saúde

Saúde monitora 8 casos suspeitos de Coronavírus no Estado

publicado em 3 de fevereiro de 2020 - Por BJD

Até o último sábado, 1º de fevereiro, São Paulo registrou onze casos suspeitos no total; dois já foram descartados e um excluído

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está monitorando oito casos suspeitos de Coronavírus, sendo quatro na Capital paulista e quatro no interior (dois de Paulínia, um Americana e um de Santana do Parnaíba).

Os dois novos casos suspeitos são um adulto de Santana do Parnaíba, com sintomas da infecção e histórico de viagem à China, e outro adulto de Paulínia, que teve contato com caso suspeito.

No sábado, 1º, foi excluído o caso de Santo André, após visita domiciliar e constatação da ausência de febre, considerado o principal sintoma da doença. Os outros dois casos descartados na semana são crianças residentes na Capital, que tiveram resultados de exames positivos para Influenza (gripe).

Até o momento, não há caso confirmado de coronavírus nem em São Paulo, nem no Brasil. Os dados oficiais estão sendo registrados pelos municípios em um sistema de notificação do Ministério da Saúde. Eventuais novos casos suspeitos ou confirmados são divulgados diariamente pela Secretaria.

Os oito casos suspeitos estão bem, estáveis e recebendo cuidados em casa em isolamento domiciliar, ou seja, com restrição de contato com pessoas e ambientes externos.

Os familiares dos pacientes considerados suspeitos estão orientados com relação às medidas necessárias para se prevenirem, como uso de máscaras, higienização das mãos e não compartilhamento de objetos de uso pessoal, bem como sobre os cuidados requeridos para os pacientes, que incluem hidratação e a permanência em casa, sem circulação por outros locais e evitando contato com familiares e amigos, por exemplo.

“O monitoramento está em curso, com organismos internacionais e nacionais de saúde, e nossas equipes seguem acompanhando o tema ininterruptamente para que possamos dar respostas rápidas e efetivas quando necessário”, diz a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato.

É fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo se a pessoa apresentar sintomas como febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza, associados aos seguintes aspectos epidemiológicos: histórico de viagem em área com circulação do vírus, contato próximo de caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para coronavírus.

INVESTIGAÇÃO E DIAGNÓSTICO

A investigação dos casos é realizada pelas secretarias municipais de saúde, com apoio técnico da pasta estadual. As amostras biológicas dos pacientes são colhidas pelo hospital onde foram atendidos e enviadas para análise no Instituto Adolfo Lutz.

Os exames consistem numa análise que detecte o genoma do vírus, por meio do chamado PCR (sigla em inglês que significa “Reação em cadeia da polimerase”). São feitos a partir da coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz), que deve ser realizado pelo hospital que atendeu o caso suspeito e encaminhado ao laboratório de saúde pública do Estado de São Paulo.

Os resultados são comunicados pelo Lutz ao município de residência do paciente, responsável por notificar o descarte ou confirmação do caso.

DICAS DE PREVENÇÃO:

– Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar
– Utilizar lenço descartável para higiene nasal
– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca
– Não compartilhar objetos de uso pessoal
– Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado
– Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool
– Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente
– Em viagens a locais com circulação do vírus, deve-se evitar contato com pessoas doentes e animais vivos ou mortos, incluindo comércios como lojas veterinárias, açougues, feiras etc.