Saúde

Pressão alta

publicado em 17 de abril de 2018 - Por Emerson Vicente / Folhapress

Pressão alta é causa da maior parte das doenças do coração, população não está acostumada a levar o controle à risca, mas o descaso pode trazer problemas maiores

Uma doença sem cura e silenciosa, a pressão alta, ou hipertensão, afeta 33% da população brasileira, mas o número pode ser ainda maior, já que esses dados são referentes às pessoas que foram diagnosticadas.

“Estudos comprovam que 60% das doenças cardiovasculares são relacionadas à hipertensão. Grande parte da população não controla. Mediu uma vez, viu que está alta, arruma uma desculpa e não mantém o controle”, diz Marcelo Aragão Moraes, clínico- geral, médico do esporte e fisiologista da clínica que leva o seu nome.

Hipertensão é a pressão exercida pelo sangue nos vasos sanguíneos. Se após três medições seguidas, feitas por profissionais, o aparelho de medição marcar 14/9, a pessoa tem pressão alta.

O hipertenso tem mais risco de sofrer infarto, já que as artérias passam a falhar. Também pode levar o paciente a ter AVC (acidente vascular cerebral), insuficiência renal e glaucoma (aumento da pressão interna do olho que pode causar até a perda da visão).

“A hipertensão é uma das doenças crônicas que mais aumentam no mundo”, afirma Juliana Gil de Moraes, cardiologista do núcleo de hipertensão arterial do Hospital Sírio-Libanês.

“O sedentarismo, a obesidade, o estresse, o consumo de alimentos industrializados, tudo contribuiu direta ou indiretamente para esse aumento”, afirma.

A pressão alta tem maior incidência em idosos e negros.” Os negros acabaram desenvolvendo alguns mecanismos que retêm água e sal. Com isso, têm uma incidência maior de pressão alta, e com mais gravidade, afetando órgãos alvos, como cérebro, olhos, rins, coração e vasos”, diz Juliana.

A hipertensão não tem cura, mas o paciente pode ter uma vida normal se fizer o controle com dieta e medicação, sempre sob orientação médica.

Atividade física ajuda no controle

Os exercícios aeróbicos, de longa duração, contínuos e de baixa intensidade, são essenciais para manter a pressão controlada e melhorar a qualidade de vida.

“O hipertenso pode se beneficiar com corrida, bicicleta, natação. São exercícios que mexem com um grande grupo muscular e geram um bem-estar. Para os idosos, a caminhada também funciona bem”, diz clínico-geral Marcelo Aragão Moraes.