Saúde

Pandemia atrasa abertura do serviço de Radioterapia do HUSF

publicado em 7 de agosto de 2020 - Por BJD
Prédio da Radioterapia, com área total de 722,35 m², foi construído dentro do complexo hospitalar do Hospital Universitário (Gerson Gomes/Bragança-Jornal)

Com infraestrutura concluída em novembro de 2019, o serviço de Radioterapia do Hospital Universitário São Francisco  aguarda a liberação do Governo Federal para entrar em operação. “A pandemia, infelizmente, atrasou o processo”, informou o diretor administrativo do HUSF, Leandro José Uliam.

“O prédio está pronto, porém, ainda estamos finalizando a estruturação interna do serviço, como mobílias, macas, monitores, etc. Os materiais já foram comprados e estão para chegar neste mês”, disse o diretor. Segundo ele, devido à pandemia, o órgão supervisor da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, “parou suas atividades de liberação de novos serviços em virtude de não poder ir ao local realizar a visita”, explicou Leandro.

“Após várias tratativas com a CNEN, conseguimos com que o órgão de supervisão liberasse a licença de funcionamento de forma remota (online). Obtivemos tal liberação no mês de julho e encaminhamos o documento ao Ministério da Saúde para a liberação do Termo de Recebimento Definitivo (TRD) da obra. O Ministério está em vias de liberar e esperamos que, neste mês, seja autorizado. Com os dois documentos conseguiremos operacionalizar o setor”, adiantou o diretor.

O prédio da radioterapia está estruturado com um bunker. “Esse aparelho, em seu pleno funcionamento, irá atender 70 pacientes por dia. Além disso, terá estrutura de apoio com consultas, avaliações, mapeamento e preparo do paciente”, explicou o diretor do HUSF.

A estrutura da radioterapia ainda conta com três consultórios médicos, um consultório multiprofissional e uma sala reservada à física médica, além de sala de observação (com três leitos), sala de planejamento da física médica, sala de controle do bunker e área para conforto aos colaboradores do setor. “Aproximadamente 40 colaboradores trabalhão lá, entre médicos, equipe multiprofissional e equipe de apoio, considerando quando o setor tiver em pleno funcionamento”, afirmou Leandro.

A obra teve um investimento de R$ 6 milhões, verba esta do Ministério da Saúde através do Plano Nacional de Expansão de Radioterapia.  A contrapartida do hospital foi na compra dos móveis, preparo do terreno, melhorias na cabine de energia, remanejamento dos obstáculos. “O novo desafio que o Hospital Universitário São Francisco terá é a liberação de verba necessária para o custeio do serviço, que poderá ser feito via emenda parlamentar”, finalizou o diretor Leandro.

O prédio da Radioterapia, com área total de 722,35 m², foi construído dentro do complexo hospitalar do Hospital Universitário. As obras iniciaram em novembro de 2018 e concluídas em um ano, conforme previa o contrato.
Atualmente não há serviço de radioterapia disponível na região. Os pacientes precisam se deslocar a Campinas ou São Paulo para obter o tratamento. O novo serviço será de extrema importância não apenas para Bragança Paulista, mas também para outros 11 municípios da região.

ESTUDO INCA

De acordo com estudo divulgado neste ano pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer é o principal problema de saúde pública no mundo e já está entre as quatro principais causas de morte prematura (antes dos 70 anos de idade) na maioria dos países. A incidência e a mortalidade por câncer vêm aumentando no mundo, em parte pelo envelhecimento, pelo crescimento populacional, como também pela mudança na distribuição e na prevalência dos fatores de risco de câncer, especialmente aos associados ao desenvolvimento socioeconômico.

A mais recente estimativa mundial, ano de 2018, aponta que ocorreram no mundo 18 milhões de casos novos de câncer (17 milhões sem contar os casos de câncer de pele não melanoma) e 9,6 milhões de óbitos (9,5 milhões excluindo os cânceres de pele não melanoma).

Para o Brasil, a estimativa para cada ano do triênio 2020-2022 aponta que ocorrerão 625 mil casos novos de câncer (450 mil, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma). O câncer de pele não melanoma será o mais incidente (177 mil), seguido pelos cânceres de mama e próstata (66 mil cada), cólon e reto (41 mil), pulmão (30 mil) e estômago (21 mil).

Ainda segundo o estudo, os tipos de câncer mais frequentes em homens, à exceção do câncer de pele não melanoma, serão próstata (29,2%), cólon e reto (9,1%), pulmão (7,9%), estômago (5,9%) e cavidade oral (5,0%). Nas mulheres, exceto o câncer de pele não melanoma, os cânceres de mama (29,7%), cólon e reto (9,2%), colo do útero (7,5%), pulmão (5,6%) e tireoide (5,4%) figurarão entre os principais. O câncer de pele não melanoma representará 27,1% de todos os casos de câncer em homens e 29,5% em mulheres.

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