Saúde

Ministério da Saúde vai abrir licitação para adquirir medicamentos para intubação de pacientes

publicado em 29 de junho de 2020 - Por BJD
Bragança-Jornal

O Ministério da Saúde vai realizar uma licitação para adquirir pré-anestésicos, anestésicos e relaxantes musculares, medicamentos utilizados durante a intubação de pacientes, incluindo os infectados com o novo coronavírus.

A medida atende pedidos feitos por secretarias estaduais e municipais de saúde, que alertaram para o possível desabastecimento dos remédios em meio à crise.

Durante reunião com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, ressaltou a parceria de órgãos ligados ao tema e a oportunidade de estreitar relações. “Temos que estar alinhados às diversidades e diferenças necessárias, porque elas são efetivamente o que somam no processo decisório.”

Na opinião do secretário executivo do Conass, Jurandi Frutuoso, o assunto merece total atenção do Governo Federal e entidades. “Esse tema vem nos preocupando muito. Temos recebido muitas informações a respeito do risco de desabastecimento que o País corre agora, principalmente quanto aos medicamentos do kit de intubação.”
Sobre a licitação, o secretário endossou que “vai trazer certa tranquilidade, porque o assunto merece um tratamento com urgência.”

A matéria, segundo Frutuoso, também foi tratada em reuniões no Ministério Público Federal, que reuniu membros do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de fabricantes de remédios.

O Ministério da Saúde afirmou que organizará uma licitação com fornecedores nacionais dos medicamentos e que estados e municípios de algumas capitais poderão participar adquirindo quantitativo dos remédios. Segundo a pasta, que lidera o processo, a compra dos remédios ficará por conta de cada autoridade local de saúde.

Há duas semanas aproximadamente, o Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus (HUSF) anunciou o cancelamento de cirurgias eletivas – que não são urgentes – em função da falta de fornecimento de alguns medicamentos, no caso, o bloqueador neuromuscular, usado tanto em anestesias como em pacientes em tratamento de Covid-19 internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Até o momento, as cirurgias eletivas não foram retomadas.

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