Saúde

Depressão

publicado em 19 de outubro de 2017 - Por Emerson Vicente/Folhapress

Família é essencial para ajudar a detectar e a tratar depressão, pessoas próximas não devem isolar o paciente e precisam ser boas ouvintes, afirmam especialistas

Quem convive com uma pessoa que tem depressão tem que entender a doença para poder ajudar o paciente a sair desse quadro. Um parente, a namorada, o marido e até um amigo próximo podem ajudar a detectar e a tratar a depressão.

“Alguns sintomas são bem evidentes, como bastante tristeza, falta de ânimo. Coisas que a família, a namorada, o marido pode perceber na pessoa e começar a suspeitar”, diz o psicólogo Yuri Busin, diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental.

Saber o que falar com a pessoa, não a deixar isolada e conversar com o médico sobre as formas de tratamento são algumas ações que as pessoas próximas ao paciente podem fazer (veja quadro ao lado).

Às vezes, algumas frases que parecem ajudar acabam atrapalhando ainda mais.

“A primeira recomendação é sentar e conversar com essa pessoa para ver o que está acontecendo. Não falar frases como ‘você não é assim’, ‘você precisa levantar’. Isso só faz a pessoa piorar. Não é porque ela não quer, é porque não consegue”, diz a psicóloga Ghina Machado, da clínica Estar Saúde Mental.

Chamada de mal do século, a depressão vem crescendo cada vez mais entre a população. No último mês, dois casos chocaram o mundo da música: o suicídio dos americanos Chester Bennington, da banda Linkin Park, e do cantor Chris Cornell. Ambos tinham depressão.

“Estudos mostram que até 2020 o maior índice de morte será por meio de suicídio, por um transtorno mental. É uma doença grave e deve ser tratada”, diz Busin.

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde, são mais de 11 milhões de brasileiros diagnosticados com depressão. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a doença é a segunda maior causa de incapacidade no país, ficando atrás apenas das causas traumáticas.

Drogas podem influenciar na doença

Estudos mostram que drogas e depressão caminham em uma linha estreita. No caso dos dois astros do rock que se mataram (leia acima), ela esteve presente no cotidiano de ambos. Tanto as controladas quanto as ilícitas. “A busca da droga não é necessariamente voltado por causa da depressão. Muitas vezes é o contrário, a droga que acaba levando o indivíduo à depressão”, diz a psicóloga Ghina Machado.

 

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