Saúde

AVC

publicado em 18 de abril de 2017 - Por Gislaine Gutierre / Folhapress

Socorro imediato para quem tem AVC evita sequelas graves, nas primeiras horas, é possível impedir avanço do AVC. Testes simples ajudam a identificar sintomas

 

Qualquer pessoa que apresente sinais de AVC (acidente vascular cerebral) deve ser levada imediatamente ao hospital. Isso porque as chances de evitar sequelas graves só existem nas três primeiras horas após o início dos sintomas. Com atendimento rápido, às vezes é até possível que evitar sequelas graves -físicas e mentais.

O AVC, como próprio nome sugere, é um acidente que acontece envolvendo os vasos sanguíneos, como explica o neurologista Fábio Porto, do Hospital das Clínicas. “Há dois tipos: o isquêmico, em que um vaso entope e falta sangue, e outro, hemorrágico, porque um vaso estoura e causa hemorragia.”

Os sintomas aparecem de repente. Formigamento, fraqueza muscular, boca torta para um lado, fala pastosa e confusão mental são os mais comuns, mas pode haver outros.

O neurologista Renato Anghinah, coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano de São Paulo, diz que qualquer um pode fazer testes simples para ver se o outro tem sinais de AVC. Pedir para sorrir, para ver se a boca entortou, é um deles.

“Tem gente que começa a se sentir mal à noite e espera amanhecer para ir ao hospital. Não pode”, alerta Anghinah. Ele recomenda, inclusive, que a pessoa seja levada a um hospital com estrutura para esses casos.

O que os médicos geralmente fazem, no início da isquemia, é tentar desentupir o vaso. No caso do AVC hemorrágico, pode-se tentar entupir o vaso rompido, por exemplo.

Os riscos de sequelas são altos. A pessoa pode ficar com um lado do corpo paralisado, ficar com a memória e o entendimento prejudicados, e a fala ruim, por exemplo. O tratamento vai envolver vários médicos e remédios para evitar novos episódios, comuns principalmente na primeira semana logo depois do derrame.

Prevenção se dá com bons hábitos

Não há uma única causa possível para o AVC, por isso a prevenção se dá no combate ou controle dos fatores de risco, como diabetes e obesidade. Isso se dá com hábitos saudáveis de alimentação e atividade física. O neurologista Renato Anghinah, do Hospital Samaritano de SP, diz que os fatores são parecidos com os que levam a males cardíacos: “colesterol alto, tabagismo e hipertensão, por exemplo.”

Labac