Saúde

Alzheimer

publicado em 8 de Maio de 2018 - Por Emerson Vicente /Folhapress

SUS vai distribuir novo remédio para o tratamento de Alzheimer, expectativa é que o medicamento passe a ser distribuído na rede no primeiro semestre de 2018

O Ministério da Saúde irá disponibilizar no SUS (Sistema Único de Saúde), no primeiro semestre deste ano, um novo medicamento para o tratamento do alzheimer. Trata-se da memantina, que ajuda a diminuir a velocidade da progressão da doença. Segundo dados da pasta, 33% da população com mais de 85 anos (1,1 milhão de pessoas) sofrem com a doença no Brasil.

com a doença no Brasil. “Esse medicamento [memantina] é recomendado para casos graves e moderados. Só tem dois tipos de medicamentos na rede pública e esse é um deles. O outro [rivastigmina] já esta há muito tempo no SUS. Com a chegada da memantina, está ‘duplicando’ a possibilidade de tratamento”, diz Jerusa Smid, médica neurologista e membro da Academia Brasileira de Neurologia.

O alzheimer não tem cura. Ele compromete os neurônios que controlam a memória, linguagem, orientação e coordenação motora. Em seu último estágio, o paciente fica restrito à cama.

Os médicos procuram prolongar a vida o máximo com o tratamento. A média de expectativa de vida de pacientes diagnosticados com a doença é de oito anos.

“Algumas pessoas podem viver mais, outras, menos. Quanto antes você faz o diagnóstico do alzheimer, melhor, porque o tratamento faz mais efeito. Mas, independentemente disso, a doença vai progredir”, afirma Paulo Camiz, geriatra do Hospital das Clínicas.

O número de casos de alzheimer no Brasil aumenta na mesma proporção da expectativa de vida. Nos últimos 40 anos, a média de vida do brasileiro passou de 52,6 anos para 73,4.

“A quantidade de pessoas com alzheimer tem aumentado conforme o envelhecimento da população. O principal fator de risco é a idade”, afirmou Camiz.

 

Pneumonia pode ser fatal com a doença

Por ser uma doença sem cura e progressiva, o alzheimer desencadeia outros problemas de saúde nos pacientes. Os mais graves são a pneumonia e a embolia pulmonar. “As principais causas de morte de pessoas com alzheimer são a embolia pulmonar e a pneumonia. A pessoa chega a um estágio que esquece a forma como mastigar, engolir a comida”, diz o geriatra Paulo Camiz, do Hospital das Clínicas.