Polícia

PF do Rio Grande do Sul cumpre mandado em Bragança para desarticular instituição financeira ilegal

publicado em 17 de outubro de 2019 - Por BJD
Foto: Gerson Gomes/Bragança Jornal

Segundo a PF, Organização criminosa chegou a ter um milhão de clientes e captar mais de 40 milhões de reais por dia

A Polícia Federal do Rio Grande do Sul deflagrou na manhã desta quinta-feira, 17, a ‘Operação Lamanai’, para desarticular organização criminosa sediada em São Leopoldo (RS) e que atua no mercado financeiro paralelo, sem autorização das autoridades competentes, com a captação ilegal de recursos de cerca de um milhão de clientes. A PF esteve em Bragança Paulista para cumprimento de mandado.

A investigação tem o apoio da Receita Federal do Brasil e identificou captações que chegaram a R$ 40 milhões de reais por dia pela organização criminosa. Os valores dos investidores eram aplicados no mercado de Foreign Exchange (FOREX), compra e venda de moedas, operações somente autorizadas às instituições financeiras oficiais.

Cerca de 200 policiais federais cumprem 65 mandados de busca e apreensão e dez de prisão nas cidades de Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Caxias do Sul (RS), Curitiba (PR), Bragança Paulista (SP), Palmas (TO) e Brasília (DF).

Também são executadas medidas judiciais cautelares para apreensão de veículos, sequestro de bens e bloqueio de valores em contas correntes.

O inquérito policial foi instaurado em janeiro deste ano e apurou que os clientes do grupo eram atraídos pela promessa de retorno na ordem de 100% sobre o valor investido, no prazo de seis meses. A captação de recursos estava estruturada em formato conhecido como de “pirâmide financeira”, em que os novos investidores subsidiam os pagamentos de remuneração daqueles que já aplicaram recursos há mais tempo.

A organização já havia sido notificada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que se abstivesse de tais práticas não autorizadas, mas seguiu atuando e teve expedida uma ordem de parada de operações (stop order), que também foi ignorada. Ao longo da investigação se evidenciaram outras práticas criminosas como a aquisição de moedas virtuais para remeter ao exterior, em supostos atos de evasão de divisas, assim como crimes de lavagem de dinheiro, entre outros.

Foto: Gerson Gomes/Bragança Jornal

 

Foto: Gerson Gomes/Bragança Jornal