Polícia

Moro condena Rodrigo Morales por lavagem de dinheiro

publicado em 16 de Maio de 2018 - Por BJD
Arquivo/BJD

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal da Curitiba, condenou Rodrigo Morales (foto) a seis anos e 10 meses em regime semiaberto por lavagem de dinheiro.

O sócio de Morales, Roberto Trombeta, foi condenado pelo mesmo crime e teve a mesma pena. No entanto, Morales teve a pena reduzida e irá recorrer em liberdade, devido a acordo de leniência.

“Essa seria a pena definitiva para Rodrigo Morales, não houvesse o acordo de colaboração celebrado com o MPF e homologado por este Juízo”, despachou o juiz Sérgio Moro, na sentença.

Além de Morales e Trombeta, outros 11 investigados que foram alvo da 31ª fase da operação foram condenados, entre eles, Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, e o ex-presidente da empresa OAS, José Aldemário Pinheiro, conhecido como Léo Pinheiro.

Os investigados foram alvo da 31ª fase da Lava Jato, batizada de Abismo, deflagrada em julho de 2016. A ação investiga crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro por meio de contratos da Petrobras.

Durante a investigação foram identificados pagamentos ilícitos a R$ 16 milhões para Adir Assad, R$ 3 milhões para Roberto Trombeta e Rodrigo Morales, US$ 711 mil para Mario Goes e R$ 1 milhão para Alexandre Romano. Todos são considerados pela Lava Jato como operadores de propinas.

No processo, os advogados de Rodrigo Morales e Roberto Trombeta argumentaram nas alegações finais, que eles celebraram acordo de colaboração com o MPF; que não há prova de vínculo associativo para a prática de crimes; que a multa prevista no acordo foi integralmente paga; entre outras.

Na sentença, o juiz Sérgio Moro definiu a pena da seguinte forma: seis meses de prisão em regime fechado com recolhimento na carceragem da Polícia Federal; um ano em regime semiaberto diferenciado, com recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico; dois anos de prestação de serviços comunitários, sete horas por semana, a entidade pública ou de caridade, a ser definida pelo Juízo de execução.

Em contato com Rodrigo Morales, ele informou à reportagem do BJD que irá recorrer da pena em liberdade devido à colaboração com a Polícia durante as investigações; que continuará colaborando com as investigações; e que seus advogados irão recorrer da sentença junto ao TRF-4, em Porto Alegre, em segunda instância.