Polícia

Autor de tentativa de homicídio com golpe de canivete irá a júri popular

publicado em 30 de junho de 2018 - Por Archimedes Costa
Crime ocorreu em frente ao restaurante onde o acusado trabalhava, no Lago do Taboão. (Crédito: BJD)

Carlos Roberto Batista dos Santos, 20 anos, acusado de tentar matar com um golpe de canivete no pescoço sua ex-namorada, na tarde de 23 de novembro de 2016, na Avenida Alfeu Grimello, no Taboão, irá a júri popular no próximo dia 19 de julho, no Fórum de Bragança Paulista.

De acordo com sentença proferida pelo juiz Carlos Henrique Scala de Almeida em 20 de março de 2017, “na tarde do crime o réu confessou ter desferido contra a vítima um golpe de canivete após ter ele descoberto que, enquanto mantinham relacionamento, ela o havia traído com seu ex-marido.

Informou, ainda, que não concordava com o término do relacionamento e que, após ter ela o esbofeteado por diversas vezes na face – por cujo motivo não se recorda – a golpeou uma única vez enquanto discutiam. Negou que tivesse a atingido pelas costas ou que a quisesse matar, afirmando, ainda, que não prosseguiu com as agressões por ter entrado em “estado de choque” naquele mesmo instante- em que se arrependeu do que fizera”.

A vítima, ao contrário do acusado, alega ter sido atingida pelas costas. “Referidos fatos são corroborados em parte pela vítima que esclareceu ter se dirigido para o local dos fatos para buscar seu celular que havia sido pego pelo acusado no dia anterior, e por intermédio do qual tomou ele conhecimento de que a vítima mantinha contato com seu ex-marido. Confirmou que, após ter sido ofendida pelo acusado, esbofeteou-o por diversas vezes, e que, após sair do local, caminhando, foi atingida pelas costas por um golpe de canivete”, acrescenta.

“Em síntese, existem indícios suficientes da configuração do crime de homicídio tentado. Em tese, cabível as qualificadores do motivo fútil (atinente ao ciúme do acusado) e do recurso que dificultou a defesa da vítima (diante da contradição das versões colacionadas pelo réu e pela vítima: aquele dando conta de que a atingiu enquanto discutiam e esta de que fora apunhalada pelas costas)”, diz o juiz em outro trecho para justificar a pronúncia de Carlos por tentativa de homicídio, de acordo com o Código Penal.

O crime ocorreu em frente a um restaurante de culinária japonesa onde o réu trabalhava. Ele se entregou à polícia no início da madrugada do dia seguinte, 24 de novembro, foi preso preventivamente, mas na mesma sentença o juiz Carlos Henrique Scala de Almeida determinou que ele respondesse em liberdade.

“Trata-se de réu primário, de bons antecedentes, com residência e empregos fixos, o qual confessou a prática criminosa por motivos passionais e que se entregara à polícia no distrito da culpa. Logo, não mais subsistem os motivos que ensejaram a prisão preventiva do acusado, devendo ser este posto em liberdade, mediante compromisso”, justificou.

A vítima chegou a ficar internada em estado grave no Hospital Universitário São Francisco (HUSF), mas se recuperou.

DISPAROS DE ARMA DE FOGO

Outro júri popular marcado para julho no Fórum local também se trata de tentativa de homicídio. Romildo Luiz dos Santos é acusado de, na noite de 9 de agosto de 2015, ter efetuado disparos de arma de fogo contra Alex Sandro Aparecido de Rezende e Leandro César Alves na Avenida Luiz Scorbaiolli, no Centro de Vargem.

Romildo, que está preso preventivamente, será julgado por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, por duas vezes.