Polícia

Acusada de participar de sequestro e homicídio de estudante é condenada a 14 anos de prisão

publicado em 24 de maio de 2018 - Por BJD

A enfermeira Rosiane Rosa da Silva, acusada de envolvimento na morte da estudante da Universidade São Francisco (USF), Larissa Gonçalves de Souza, na época com 21 anos, em outubro de 2015, em Extrema-MG, foi condenada a 14 anos de prisão por sequestro e homicídio.

A sentença, proferida pela juíza Patrícia Nicolini, saiu na noite desta terça-feira, 22, no Fórum de Cambuí (MG), onde aconteceu o júri popular.

Os outros dois participantes do crime, o comerciante José Roberto Freire, acusado de ser o mentor do crime, e o garoto de programa Valdeir Bispo dos Santos foram condenados em dezembro a 17 anos e 3 meses de prisão em júri popular, também em Cambuí. A enfermeira teve seu processo desmembrado porque alegou problemas de saúde no dia do primeiro júri popular sobre o caso.

Freire e Santos foram condenados por homicídio triplamente qualificado (por terem impossibilitado a defesa da vítima, pela crueldade do crime e por motivo torpe) e também por ocultação de cadáver.

Durante o julgamento, a enfermeira confirmou que participou do sequestro da estudante por amizade aos outros envolvidos, mas negou ter relação com a morte de Larissa. Em depoimento, também disse que foi chamada apenas para dar um susto na estudante e que não sabia dos planos do comerciante apontado de ser o mandante do crime.
Sempre de cabeça baixa, ela chegou a chorar.

Os depoimentos de Rosiane foram questionados pelo Ministério Público, que apontou contradição com o que ela já havia dito para a Polícia Civil quando foi presa, há três anos.
Os pais de Larissa acompanharam o julgamento, e usavam camisetas com o rosto da filha.

O crime

Larissa foi morta com requintes de crueldade. Segundo a médica legista responsável pelo caso, a jovem teve os punhos amarrados aos tornozelos com fios elétricos e depois foi torturada de diversas formas até não resistir e morrer.

Três pessoas foram presas pelo crime: Freire, acusado de ser o mentor do crime; Santos e Rosiane, que sequestraram a jovem na rodoviária de Extrema e depois a levaram para a casa do comerciante, onde ela acabou morta.

Após a prisão de Freire, centenas de moradores de Extrema foram até a loja do comerciante, depredaram e atearam fogo no local. O tumulto só foi controlado com a chegada de policiais, mas ninguém foi detido.