Futebol

Bebeto, da bola à política

publicado em 10 de maio de 2018 - Por Ariovaldo Izac
Divulgação

Consagrado boleiro de Seleção Brasileira, Bebeto abria entrevista citando ‘ouvintes meus cumprimentos’. Ao manter a notoriedade como deputado estadual do Rio de Janeiro desde de 1º de fevereiro de 2011, se habituou a chamar políticos da casa de vossa excelência ou nobre parlamentar.

Naquela casa de leis, José Roberto Gama de Oliveira – que integra a bancada do PDT – apresentou projeto de implementação de resgate de meninos de rua de seis a 16 anos de idade, um prolongamento do Instituto Bola Para Frente, criado em 2000. À época, lateral Jorginho e volante Dunga, companheiros de seleção, integravam a parceria.
Atacante veloz, hábil e oportunista para enfrentar goleiros, Bebeto marcou época em duas passagens por Flamengo e Vasco, e contratos com Botafogo do Rio de Janeiro e Cruzeiro.

a Seleção Brasileira, se orgulha de ter participado da conquista do tetracampeonato mundial em 1994, nos Estados Unidos. À época, comemorou gol diante da Holanda com coreografia embala-neném, uma homenagem ao filho Matheus, recém-nascido.

Baiano de Salvador, Bebeto não tinha projeto de ingresso imediato na vida pública. A prioridade era ‘decolar’ na carreira de treinador de futebol, e o primeiro degrau da escada foi no América (RJ), através da oportunidade dada pelo então coordenador técnico Romário, hoje senador da República (RJ). Os resultados não foram satisfatórios, ele acabou demitido, e aí se explica o desafio de disputar eleição legislativa.

A aparição dele no futebol deu-se no Vitória (BA) em 1983, onde retornou em 1997, patrocinado pelo Banco Excel-Econômico. A transferência ao Flamengo, pouco depois da profissionalização, deu-lhe visibilidade nacional e os títulos do carioca em 1986 e da Copa União em 1988. Na ocasião já havia se especializado em marcar gols de voleio.
A saída para jogar no rival Vasco em 1989 criou mal-estar entre flamenguistas, e isso foi perceptível na segunda passagem pela Gávea, em 1996.

Na primeira passagem como vascaíno, ganhou o Brasileirão logo de cara, e Campeonato Carioca em 1992, ano em que se transferiu à Espanha para jogar no La Coruña e Sevilla. Lá ficou durante três temporadas, e posteriormente jogou ainda no Toros Neza do México, Kashima Antlers do Japão e Al-Ittihad da Arábia Saudita, quando, em 2002, encerrou a carreira aos 38 anos de idade.