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Tite, história de atleta interrompida aos 28 anos de idade

publicado em 17 de maio de 2018 - Por Ariovaldo Izac
Divulgação

Quando completar 57 anos de idade neste, 25 de maio, o gaúcho Adenor Leonardo Bachi, identificado no mundo do futebol apenas como Tite, de certo fará reflexão de sua história no ramo.

Se em 1989, aos 28 anos de idade, sofreu um duro golpe ao afastar-se da carreira de atleta, por causa de lesões irreversíveis no joelho, hoje é recompensado com a identificação de técnico mais qualificado do país, e, por consequência, com direito de comandar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia.

Natural de Caxias do Sul, interior do Rio Grande do Sul, Tite jogou no time daquela cidade entre 1978 e 1985. Depois de rápida passagem pelo Esportivo, transferiu-se para a Portuguesa, e integro a equipe lusa que foi vice-campeã paulista, após derrota para o São Paulo.

Logo projetou salto maior na carreira na transferência ao Guarani em 1986, ao colocar em prática o estilo guerreiro para desarme, além de passar a bola corretamente. Ele atuou ao lado do volante Tosin na finalíssima contra o São Paulo, pelo Brasileirão de 1986, mas disputado em 25 de fevereiro de 87, com titulo são-paulino.

O drama dele com o joelho, foi se agravando e se arrastou até 1989, quando, no Guarani, encerrou a carreira, mas já com diploma da faculdade de educação física para posterior ingresso na função de preparador.

Todavia foi além: na brecha para se arriscar na função de treinador, se deu bem no Caxias e se consolidou com título no Grêmio, abrindo portas no futebol paulista. A passagem aceitável pelo São Caetano implicou em aposta do Corinthians em 2004-05. No Atlético Mineiro enfrentou as primeiras turbulências como treinador, que prosseguiram com experiência mal-sucedida no Al Ain dos Emirados Árabes.

A retomada no Inter deu chance para nova chance no Corinthians, quando, fruto do trabalho de três anos, a partir de 2010, conquistou os inéditos títulos da Libertadores e Mundial de Clubes, diante de Boca Junior e Chelsea, respectivamente. Por fim, a trajetória vitoriosa na Seleção Brasileira, dando credibilidade ao time outrora desacreditado sob o comando de seu antecessor Dunga.