Esportes

Osmar Guarnelli chegou à Seleção aos 20 anos

publicado em 24 de outubro de 2018 - Por Ariovaldo Izac

A história do futebol mostra que jogadores com carreira vitoriosa, facilidade de comunicação e liderança de grupo não são necessariamente transportadas quando migram à função de treinador, e exemplo típico é Jorge Osmar Guarnelli, que reunia o conjunto de valores citados enquanto atleta, mas não prosperou como treinador.

Ele passou por pequenos clubes do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Al Jabalain da Arábia Saudita. Na Ponte Preta teve quatro passagens, três delas entre profissionais e a última nos juniores durante o triênio 2003 e 2005, quando ficou internado em coma induzido no Hospital Municipal Mário Gatti, em Campinas. Durante festa realizada na sede social do clube, ele sofreu uma queda, desmaiou e houve registro de traumatismo craniano.

A trajetória do carioca Guarnelli enquanto atleta começou no Botafogo (RJ), quando no primeiro ano de profissionalismo formou dupla de zaga ora com Brito, ora com Leônidas. Na ocasião, chegou à Seleção Brasileira principal como reserva à Taça da Independência, e titular absoluto nos Jogos Olímpicos de Munique (ALE), aos 20 anos de idade.

Ao deixar o Botafogo em 1979, teve trajetória vitoriosa no Atlético Mineiro, quando foi companheiro de Luizinho no miolo de zaga. Aí, em 1983, trocou a capital mineira pela Ponte Preta, com a responsabilidade de substituir o zagueiro central Juninho Fonseca, que havia se transferido ao Corinthians.

E Guarnelli caiu de vez no gosto do torcedor pontepretano após atuação impecável em dérbi campineiro realizado no primeiro ano de clube, quando marcou o gol da vitória sobre o rival Guarani, com a singularidade de o jogo ter sido realizado no campo do adversário e a Ponte ficado com dez jogadores a partir dos 30 segundos de bola rolando. É que o lateral-direito Edson Abobrão foi expulso pelo árbitro Almir Ricci Peixoto Laguna por jogo violento sobre o meia Neto.

Guarnelli alongou a carreira de atleta na Ponte Preta até 1986, quando decidiu migrar à função de treinador, inicialmente no Uberlândia, mas nada que lembrasse seguidos elogios dos tempos de atletas, quando era soberano no jogo aéreo e senso perfeito de cobertura.