Editorial

Editorial: Reconstrução é o signo do novo ano

publicado em 3 de janeiro de 2021 - Por BJD

Ano de 2020 foi absolutamente surpreendente, na medida em que causou continuados impactos sobre os mais variados aspectos da vida, em praticamente todos os países.

Surpreendente porque a pandemia surgiu de repente, sem avisar, atingindo a países grandes e pequenos, a famílias pobres e ricas, sem escolher o ramo de atividades de empresas. Surpreendente porque revolucionou a ordem a que estávamos acostumados; crianças e jovens, adultos e idosos, todos foram alcançados pelo vírus microscópico, que impôs dores agudas a milhões de pessoas mundo afora e determinou a morte a quase 200 mil pessoas apenas em nosso país. Milhões de alunos terão que intensificar o ritmo para recuperar o ano praticamente perdido. Milhares de empresas dos mais variados ramos de atuação encontram-se em processo de retomada, não poucas terão enorme dificuldade de novo equilíbrio no atual cenário, ainda movediço, inconstante, ameaçador.

Indivíduos e organizações encontram-se na situação de ciclistas que precisaram reduzir drasticamente sua velocidade: logo vem a dificuldade de se equilibrar, alguns precisam colocar os pés no chão, outros lentamente conseguem recuperar o equilíbrio e retomar a marcha. Reduzir a velocidade demanda menos tempo e menos energia do que retomar o ritmo que anteriormente era habitual.

Empresários e líderes estão preocupados neste momento com novo equilíbrio de seus negócios, municípios, estados e países. Trabalhadores estão tensos com a possibilidade de manter seus empregos ou de não conseguir recolocação profissional. Alunos de todos os níveis estão preocupados com a recuperação da aprendizagem para, em seguida, conseguir acompanhar as novas etapas daquilo que vislumbram para a própria vida. Cientistas e profissionais da saúde continuam trabalhando diuturnamente para o controle da pandemia, para a preservação da saúde e vida de toda a população.

Não obstante todas essas tarefas, a principal reconstrução reside em nós mesmos. Todo cuidado é pouco na manutenção da saúde física e mental. Inclusive aquelas pessoas que já alçaram altos voos mundo afora, neste momento são chamadas de volta ao ninho, ao aconchego de seus parentes próximos. Neste momento, segurança tem primazia sobre velocidade.

Preservadas a saúde e a vida, logo intensificaremos outros processos de reconstrução. Nem tudo voltará a ser como sempre foi, alguns projetos serão cancelados, outros adaptados. Algumas alternativas ficarão mais claras para nós nos próximos meses.

Então, de novo, será tempo de acelerar, sem deixar de lado os atuais aprendizados de recolhimento, convivência familiar, cuidado de si e das pessoas próximas, solidariedade, resiliência naquilo que fazemos e inovação em processos e empreendimentos que terão exigências, características e demandas de um novo tempo. Já em 2021 colheremos muitos frutos desenvolvidos no âmbito da crise. É o que esperamos e desejamos aos nossos anunciantes, assinantes e leitores.

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