Editorial

Editorial: Que continue assim

publicado em 3 de julho de 2019 - Por BJD

No final de abril, o Bragança-Jornal publicou um editorial, intitulado “Sem Rumo”, em que citou, em suma, a falta de harmonia entre os vereadores de Bragança Paulista, apesar das ideologias e interesses partidários diferentes.

Na última sessão ordinária, realizada na terça-feira, 2 de julho, como há muito não se via, a reunião foi proveitosa, com debates em alto nível.

O que se viu nesta semana foi totalmente ao contrário do que vinha sendo executado pelos representantes do Poder Legislativo, como ‘picuinhas’, ataques pessoais, conjecturas e pouca efetividade. Na última sessão os vereadores, tanto da base aliada do Executivo, quanto da oposição, elevaram o nível de discussões, mostraram efetividade e, por incrível que pareça, foi uma sessão agradável de acompanhar.

Nessa última sessão, o vereador Luís Henrique Camargo Duarte (Quique Brown) foi sereno ao defender os interesses dos conselheiros municipais de Política Cultural sobre o projeto que tramita na Casa (veja matéria na página 3). É isso que se espera de um vereador e é isso que se espera do vereador Luís Henrique. As ‘discussões rasas’, como classificou a presidente do Legislativo, Beth Chedid, “não são boas para ninguém”.

Os embates calorosos de projetos e posições sobre determinados assuntos são salutares para o desenvolvimento dos trabalhos do Legislativo e colaboram com a Prefeitura e para o bem da cidade. Contudo, o Poder Executivo tem que estar aberto ao diálogo.

Recentemente, o vereador Basílio Zecchini Filho disse ao Bragança-Jornal que “por muitas vezes não é ouvido pela Administração em casos que um bom diálogo resolveria, sem ter a necessidade de haver um litígio”. O prefeito Jesus Chedid costuma ouvir a oposição e como ele mesmo diz, ela é benéfica desde que sejam feitas críticas construtivas, apontando erros, mas também soluções. E o prefeito tem uma pessoa responsável para fazer essa interlocução entre os dois poderes, que é o secretário municipal de Governo, Marcos Leopoldo Tasca.

Tasca acompanha todas as sessões, mas precisa ser mais efetivo na articulação política ouvindo mais a oposição. Percebe-se que questionamentos e críticas de vereadores poderiam ser esclarecidos naquele momento tendo eles mais informações prestadas pelo secretário Tasca. A oposição, assim como a situação, também precisa que esse ‘meio campo’ troque informações.

O próprio prefeito Jesus Chedid já comentou, em várias ocasiões, que a população bragantina não tem conhecimento de tudo o que esta administração está realizando. E isso é a mais pura verdade, pois muito está sendo feito na reconstrução do município.

A oposição é importante. Ela pode não integrar o governo, contudo colabora para o crescimento da cidade, aponta eventuais erros e faz sugestões que muitas vezes não são vistos pela própria administração municipal devido à essa falta de coordenação política.