Editorial

Editorial: ‘Chacoalhada’

publicado em 29 de junho de 2019 - Por BJD

Neste domingo, dia 30 de junho, Jesus Chedid / Amauri Sodré completam 30 meses de governo. São muitos os esforços do prefeito Jesus, com o apoio incondicional do deputado estadual Edmir Chedid, para que Bragança Paulista avance ainda mais.

Entretanto, algumas Secretarias Municipais ainda precisam de uma nova ‘chacoalhada’ para andar conforme o ritmo que o chefe do Executivo exige.

Desde o início do ano, o prefeito Jesus cobra do seu secretariado para ‘acelerar’ o passo e ‘colocar rodinhas no pé’, para concretizar a melhor administração de sua vida, conforme o chefe do Executivo coloca de maneira clara e objetiva. Porém, algumas Secretarias não se comunicam entre si e parecem não ‘ouvir’ os apelos do gestor municipal.
Exemplos são as várias licitações que ‘emperram’ no Tribunal de Contas, por problemas que já começam nos Termos de Referência dos editais preparados pelas Secretarias Municipais.

A última, para a contratação de empresa para prestação de serviço de coleta de lixo (matéria na página A3 desta edição), foi anulada, ‘por vício insanável’ no edital. Isso sem contar aquelas que são desertas por falta de interesse de empresas, como a concessão onerosa da recém-restaurada Estação do Guaripocaba, que ocorreu nesta semana.

No trânsito a situação continua caótica, não por causa do recém-empossado secretário, mas pelos projetos desenvolvidos, que ainda não refletiram em melhorias.

A semaforização da Avenida dos Imigrantes, entre a Praça Nove de Julho e Avenida Plínio Salgado, até agora não tem a tão anunciada ‘onda verde’.

No Taboão, obras importantes foram iniciadas no Cartão Postal da cidade – numa delas, que visa o combate ao assoreamento do lago, que está sendo executada pela competente empresa Jofege – foi feita a sinalização na rotatória da Praça São Francisco para que os motoristas se atentem, mas a falta de comunicação entre Secretarias contribuem para ‘ruídos’ que não agregam a Administração. Uma obra tão importante como esta foi iniciada sem que sequer um agente de trânsito estivesse no local para orientar os motoristas. Isso aconteceu somente depois de muita reclamação.

Para ilustrar o caos da situação do trânsito naquela região, na última terça-feira, 25, quando foram iniciadas efetivamente as obras, um cidadão confidenciou ao Bragança-Jornal que ligou para o vice-prefeito Amauri Sodré perguntando se ele estava na Prefeitura e pediu para que ele olhasse pela sacada do Palácio Santo Agostinho e visse o congestionamento que chegava na frente do mesmo. Nesta sexta-feira, 28, a situação melhorou um pouco, apesar de continuar problemática. Um agente de trânsito até foi visto no local, mas sentado numa moto e olhando o celular. E o trânsito?

Em frente ao Mercado Municipal também não se pode mais parar por alguns minutos. Tudo bem que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não prevê essa particularidade, mas há mais de 30 anos que os bragantinos fazem isso e nunca houve problemas. Mas regras são regras e devem ser seguidas.

Espera-se que os novos projetos de trânsito que estão previstos na região do Tanque do Moinho (cruzamento da Variante do Guaripocaba com a Rinzo Aoki e XV de Dezembro) e Vila Bianchi (na Praça dos Trabalhadores) tragam os resultados desejados.

É preciso reconhecer o trabalho de reconstrução da cidade, com o recapeamento de diversas ruas – em 30 meses são quase 200 ruas recapeadas; mais de 20 escolas municipais revitalizadas; novas creches construídas, ‘zerando’ a fila de espera por vagas; a tão sonhada reforma do prédio do antigo Colégio São Luiz; revitalização do Lago do Taboão; etc. Enfim, um grande número de obras importantíssimas. Isso, sem contar a recuperação do rating (classificação de crédito) do Município que permitiu financiamentos para a renovação da frota de maquinários e equipamentos, combater as enchentes e outras tantas obras que ainda virão.

No entanto, o ‘alerta’ deve ser ligado. Já se passaram 30 meses do atual mandato e agora faltam apenas 18. Tempo ainda para uma nova ‘chacoalhada’.