Editorial

Editorial: Aberta a temporada de caça

publicado em 18 de setembro de 2020 - Por BJD

As temporadas de caça já foram mais amplas e menos restritivas. Hoje, a opinião pública e os órgãos ambientais são mais limitantes. Há maior sensibilidade geral quando à necessidade de proteger todo tipo de vida.

Com essa figura, nos referimos às eleições municipais que ocorrerão em 15 de novembro. É a temporada de caça aos votos, que ocorre a cada dois anos.

Quarta-feira, 16 de setembro, foi a data limite para a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e a escolher candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador. Conforme calendário eleitoral, a partir do dia 27 de setembro será permitida a propaganda eleitoral, inclusive na internet. Os candidatos não poderão realizar comícios, utilizar aparelhagem de sonorização fixa, distribuição de material gráfico, caminhada, carreata ou passeata. Serão permitidas a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso, de até 10 anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato.

Durante 4 anos, eleitores correm atrás de vereadores, prefeito, deputados, senadores e presidente da República para apresentar reinvindicações, propor soluções ou fazer a máquina pública funcionar. A cada dois anos, invertem-se os papéis. São os candidatos, experientes ou novatos, que correm atrás do eleitor. Na conversa ou nos discursos, apresentam propostas, justificam o que não foi possível fazer, prometem muito, o possível e o impossível.

Parte dos eleitores não gosta dessa abordagem. Outra parte gosta muito. São comuns discussões acaloradas.  Nas eleições municipais, na medida em que candidatos e eleitores se encontram frequentemente nas mais diversas situações do dia a dia, esses diálogos tendem a ser mais diretos, às vezes, ríspidos. Faz parte da democracia, que encontra nos processos eleitorais o seu ápice. É, simultaneamente, direito e dever do cidadão.

O dever reside na necessidade de escolher bem. Não é tarefa simples. Além de ouvir aquilo que candidatos têm a dizer, é preciso avaliar se está preparado para o cargo a que se propõe; é também conveniente percorrer suas realizações, no caso de já ter exercido algum cargo público e, ainda, avaliar que forças sociais ou políticas ele representa.

Já o direito reside na possibilidade de eleger prefeito, vice-prefeito e 19 vereadores capazes de projetar Bragança Paulista para posições ainda mais brilhantes no cenário estadual e brasileiro, intensificando nosso potencial social, cultural e econômico, melhorando nosso índice de desenvolvimento humano e atenuando diferenças entre bairros ricos e pobres que ainda persistem em nosso meio. É a hora e a vez dos eleitores!

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