Cotidiano

Unidade de Vigilância de Zoonoses recebe o nome de Antonina Abi Chedid

publicado em 15 de outubro de 2020 - Por BJD
Câmara aprovou por unanimidade a denominação proposta pelo Executivo (Foto: DCI)

A Câmara Municipal de Bragança Paulista aprovou, na tarde da última terça-feira, 13 de outubro, o projeto de lei 42/20, do Executivo, que denomina Antonina Abi Chedid a Unidade de Vigilância de Zoonoses, em reconhecimento a sua atuação na luta pelo bem estar animal. A matéria era a única a vigorar na pauta, que seguiu com a manifestação dos vereadores sobre temas de interesse do município. 
”É indiscutível o amor que Antonina tinha pelos animais. Ela defendeu esta causa na São Lázaro [organização fundada por Antonina] até os últimos dias de sua vida. A homenagem é muito justa”, disse a presidente Beth Chedid.
Benedito Bueno reiterou as palavras de Beth.

“É uma honra poder votar favorável a esse projeto. Tive o privilégio de conhecer Antonina. Podíamos sentir o quanto ela se dedicava. Sabemos muito bem o que ela fez e fazia”, afirmou.

Já o líder Paulo Mário encerrou as manifestações de encaminhamento do PL: “Antonina fundou a primeira entidade destinada a cuidar de animais abandonados em Bragança Paulista, a São Lázaro Sociedade Protetora de Animais. Como foi dito aqui, se faz justiça com alguém que dedicou sua vida aos animais”.

Após a votação, a sessão seguiu com as manifestações dos vereadores sobre assuntos de interesse do município. Claudio Moreno comentou na tribuna a atuação da nova empresa responsável pelo transporte público de Bragança Paulista, a JTP Transportes.

“Com bastante satisfação comunico que nas últimas 48 horas não recebi reclamações do transporte coletivo”, anunciou.

Claudio recordou que no início da transição entre empresas houve problemas, tendo recebido reclamações e sugestões da população. O vereador apresentou todas as demandas à Prefeitura e também à empresa, para otimizar o período de adaptação dos trabalhos. Como queixa, Claudio questionou o posicionamento da empresa Nossa Senhora de Fátima “que tem dificultando o repasse dos créditos do cartão de vale transporte para nova empresa”.

Encerrando sua fala, o vereador solicitou que a JTP retome o atendimento das linhas nos horários anteriores à pandemia, colocando toda frota à disposição da população.

Benedito Franco Bueno falou em seguida para cobrar melhorias do atendimento bancário de Bragança.

“Não sei se tomaram medidas para aumentar a capacidade de atendimento nas agências. O que vemos atualmente é uma multidão de gente no sol, nas filas, nas ruas.

Fica o apelo deste vereador para que os bancos acompanhem a evolução da classificação técnica do Governo para a fase verde, para atender com mais comodidade a população”.

Na sequência ele cobrou agilidade da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, para atender melhor a população com sinalização de solo na Rua Rinzo Aoki e melhorar a segurança do tráfego na Alameda Quinze de Dezembro, nas proximidades de residencial e hipermercado.

Encerrando sua manifestação, o vereador cobrou da Administração a instalação de um camelódromo no município, proposta já encaminhada por ele através de moção.

Na sequência, Claudio Duarte Pereira pediu aos munícipes que sigam com os cuidados para prevenção à Covid-19.

“Temos que ficar em alerta com esta falsa sensação de segurança por estarmos na fase verde. A pandemia não acabou. Peço para a população que mantenha todas as medidas protetivas, da mesma forma que antes”, alertou.

Marcus Valle informou a população sobre questões legais relacionadas às obras do Lago do Orfeu. Segundo Valle, o Ministério Público apura o reparo da barragem que teria o corte de mais de 40 árvores em APP (Áreas de Preservação Permanente).

“Todo mundo concorda que precisa ser feito o reparo da barragem, mas esse corte de 48 árvores é muito. O trabalho pode ser feito com danos menores”, disse.

O vereador reiterou as cobranças de Benedito Franco Bueno a respeito do atendimento bancário. Pela Comissão de Justiça, que atende também a defesa do consumidor, a Casa irá encaminhar às agências documento com as cobranças. Por fim, Valle novamente questionou os problemas de constantes quedas de energia elétrica na cidade, mesmo após diálogo dos vereadores com a concessionária Energisa.

Mario Benedito da Silva foi o próximo a fazer uso da palavra, citando os problemas com a Energisa.

“Eles estiveram na Comissão de Obras e para mim não adiantou nada. Muita conversa e pouco resultado”, questionou. José Gabriel Cintra Gonçalves concordou com a cobrança, bem como a presidente Beth Chedid e o vereador Claudio Moreno.

“Vamos continuar cobrando. Ao menos eles souberam pela Câmara que a população está descontente com o serviço. Somos uma cidade com quase 200 mil habitantes, precisamos cobrar”, destacou Beth.

Luis Henrique Duarte voltou a questionar a Administração por não ter decretado o estado de calamidade pública. Ele explicou que, no caso da pandemia, a compra de medicamentos e insumos precisa ocorrer de forma rápida e com menos burocracia, pois os gastos seriam analisados posteriormente pela Assembleia Legislativa. Isso acontece com os municípios que decretam o estado de calamidade. O vereador afirmou que Bragança tem feito compras sem licitação, o que não seria possível sem o decreto.

“Dos 645 municípios do Estado de São Paulo apenas 91 não decretaram a calamidade pública. Bragança é um desses que diz que está tudo em ordem”, afirmou.

Para o vereador, o município não tem interesse em ter suas contas analisadas pela Assembleia.
Paulo Mário encerrou as manifestações referindo-se aos problemas com a concessionária Energisa, e concluiu:

“A empresa está aqui, emprega gente daqui, mas não vive e nem convive com a cidade. Mais uma vez faço esse registro. Precisamos melhorar o relacionamento, não temos acesso à empresa, informações, emergências. Procuramos a empresa com a intenção de ajudar a população”.

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