Cotidiano

Tribuna Livre da Câmara

publicado em 18 de fevereiro de 2022 - Por BJD
Foto: DCI

Cidadã rebate afirmações contra a Igreja Católica

Renata Finocchio defendeu suas posições em relação à Igreja Católica durante o período da escravidão

 A convite da vereadora Gislene Bueno, a cidadã Renata Finocchio participou da Tribuna Livre da Câmara Municipal de Bragança Paulista para defender a Igreja Católica dos comentários proferidos pelo vereador Luiz Henrique Duarte (Quique) durante a 2ª Sessão Ordinária do ano, sobre sua postura durante o período da escravidão. “A indignação com os ataques à Igreja Católica também foi nossa. Vários vereadores me procuraram para demonstrar sua contrariedade”, afirmou a presidente da Câmara Gislene Bueno.

Renata se apresentou como católica e disse que foi à Tribuna Livre, depois de assistir ‘estarrecida’, as afirmações do vereador Quique. Ela defendeu a tese de que a Igreja Católica “não teve papel no processo de massacre dos povos indígenas e escravização dos povos africanos”. “Vários papas, ao longo da história, se posicionaram contra a escravidão”, afirmou Renata Finocchio.

Ela lembrou o papel da família imperial brasileira, principalmente D. Pedro 2º e a princesa Isabel, na luta abolicionista. Sobre o massacre dos indígenas, ela declarou que os povos nativos da América “absorveram rapidamente a cultura europeia e que desejavam isso”.

Para finalizar, Renata afirmou que a Igreja Católica é a maior instituição de caridade do mundo. Os vereadores Fábio Nascimento, Ismael Brasilino, Marco Antonio Marcolino, Marcos Roberto dos Santos, Missionária Pokaia e Sidiney Guedes usaram o microfone para congratular a participante e apoiar as suas afirmações. Inclusive, Sidiney Guedes pediu que fosse encaminhado ao bispo de Bragança Paulista, dom Sérgio Colombo, que a opinião externada na 2ª Sessão Ordinária é de um vereador e que não reflete o pensamento da Câmara Municipal.

No seu tempo na Tribuna Livre, Gislene Bueno disse que a Câmara Municipal, na sua história, não tinha presenciado um debate tão acalorado sobre religião. “Essa é uma casa democrática, mas que respeita e invoca Deus no início e no fim das sessões”, afirmou a presidente.

Segundo Gislene Bueno, a “Câmara tem de ter debates, mas onde as escolhas pessoais de cada um sejam respeitadas”. Ela afirmou que “compactua com as convicções da munícipe que foi à Tribuna Livre e que ficou muito feliz quando ela se ofereceu para defender a Igreja Católica na Câmara; e que espera que a discussão acontecida na 2ª Sessão Ordinária, seja um divisor de águas, e que a Câmara Municipal centre no trabalho de fazer o bem para a sociedade e respeitar as ideias de cada indivíduo”, finalizou.

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