Cotidiano

Sem estratégias de conservação, araucária deve ser extinta em 2070, diz estudo

publicado em 5 de outubro de 2019 - Por BJD
Bosque das Araucárias está localizado no entorno do Parque Natural Municipal Petronilla Markowicz

Dos 20 milhões de hectares da extensão original da floresta com Araucárias, hoje restam apenas de 1 a 3%. Para o futuro, a expectativa de cientistas da Universidade de Reading, no Reino Unido, não é nada positiva.

Segundo estudo publicado este ano na Wiley Online Library, a araucária (Araucaria angustifolia) deve ser totalmente extinta até 2070, como resultado da intensa e predatória exploração madeireira e do manejo inadequado das sementes.

O cenário é agravado pelas mudanças climáticas, que interferem nesse e em outros ecossistemas. Para os cientistas, apenas intervenções direcionadas podem ajudar a garantir a sobrevivência da espécie na natureza.
Componente importante da Mata Atlântica, a araucária ocorre predominantemente nos estados do Sul do Brasil e em algumas regiões serranas do Sudeste.

Em Bragança existe uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE), o Bosque das Araucárias, localizado no entorno do Parque Natural Municipal Petronilla Markowicz, que é um reflorestamento.

A árvore, conhecida como símbolo do Paraná, é de grande porte e pode atingir 50 metros de altura. Segundo o estudo, atualmente, os poucos remanescentes da espécie estão localizados em pequenas e médias propriedades rurais, que asseguram aos agricultores uma importante fatia de renda por meio da extração do pinhão (semente da Araucária).