Cotidiano

Receita Federal alerta para falsa correspondência que oferece regularização mediante pagamento

publicado em 2 de março de 2020 - Por BJD

Mensagem atinge principalmente pessoas interessadas em aumentar a pontuação em “cadastros de bons pagadores”

A Receita Federal do Brasil (RFB) identificou uma nova modalidade de golpe aplicada com uso do nome da instituição. Trata-se de notificação postal falsa por meio da qual se exige pagamento de um suposto ‘Imposto Verificador de Score Concretizado’.

COMO FUNCIONA O GOLPE

A falsa carta indica que o contribuinte estaria com uma pendência em seu CPF e que, para regularizar a situação, precisaria quitar o chamado ‘Imposto Verificador de Score Concretizado’, tributo inexistente. A mensagem atinge principalmente pessoas interessadas em aumentar a pontuação em “cadastros de bons pagadores”.

Na tentativa de dar ilusão de veracidade ao documento, os golpistas utilizam indevidamente o logotipo da Receita Federal e o nome de um auditor-fiscal, cuja assinatura é falsificada.

Em nota, a Receita Federal informou “que não fornece dados bancários para o recolhimento de tributos federais via depósito ou transferência. O recolhimento de tributos é feito via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf)”.

Via de regra, os golpistas cometem erros que possibilitam identificar que se trata de um golpe. Fique atento a erros de português, informações confusas ou incorretas e orientações desencontradas. Esses são alguns dos indícios de que a correspondência pode ser falsa.

Em caso de dúvidas, os contribuintes que forem vítimas deste golpe podem comparecer a uma unidade de atendimento da Receita Federal, pessoalmente, ou enviar denúncia à Ouvidoria-Geral do Ministério da Economia, pela internet, no site www.fazenda.gov.br/ouvidoria/sisOuvidor.

Os indivíduos que aplicam o golpe – fazendo-se passar por servidores da Receita Federal – poderão responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e falsa identidade, podendo responder, ainda, pelos danos causados à imagem da Instituição e do próprio servidor indevidamente envolvido.