Cotidiano

Professores da rede estadual anunciam greve para aula presencial

publicado em 10 de fevereiro de 2021 - Por BJD
Orivaldo Felicio, diretor regional da Apeoesp, protocola representação para greve das aulas presenciais; ensino remoto permanece (Divulgação)

Professores da rede pública de ensino do Estado de São Paulo decidiram fazer greve contra aulas presenciais desde segunda-feira, 8 de fevereiro.

Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), os profissionais irão trabalhar normalmente, mas de forma remota.

A presidente do Sindicato, Isabel Noronha, disse que a paralisação é uma greve sanitária contra a volta das aulas em meio à pandemia de covid-19.”Não há condições para um retorno seguro.

As escolas não apresentam a mínima infraestrutura. Recebemos a todo momento fotos e vídeos de professores mostrando banheiros quebrados, lixo acumulado, goteiras, álcool em gel vencido. E tudo isso já está causando consequências graves”, disse.

De acordo com Isabel, um levantamento feito pelo sindicato dos professores constatou 147 casos de covid-19 em escolas que já retornaram com atividades presenciais. “Imagine o que vai acontecer quando milhões de estudantes voltarem para as aulas presenciais no estado”, destacou.

REPRESENTAÇÃO NO MUNICÍPIO

Os conselheiros regionais da Apeoesp – subsede de Bragança Paulista, em nome de Orivaldo Felicio, diretor regional (foto), protocolaram representação junto ao Ministério Público a respeito da greve presencial. No documento eles citam que alguns professores que participaram do planejamento do novo ano letivo, que ocorreu em 29 de janeiro de 2021 nas unidades escolares de forma presencial, alguns professores se contaminaram. Há ainda uma lista em que cita as escolas e casos suspeitos ou confirmados.

MANIFESTAÇÃO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

Em nota, a Secretaria de Educação do Estado disse que a paralisação faz parte de uma agenda político-partidária e que “o sindicato ainda esquece de contabilizar os riscos diversos atrelados ao atraso educacional e à saúde emocional e mental das milhares crianças e adolescentes”.

“A retomada das aulas é pautada em medidas de contenção da epidemia, obedecendo aos critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Coronavírus, embasada em experiências internacionais e nacionais. Estudantes e profissionais com doenças crônicas ou fatores de risco devem permanecer em casa, cumprindo atividades remotas”, destacou em nota.

A secretaria disse ainda que faltas não justificadas pelos profissionais serão descontadas.

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