Cotidiano

Prefeitura se prepara para retorno às aulas presenciais

publicado em 29 de janeiro de 2021 - Por BJD
A Comissão de Educação e Cultura, Esporte, Saúde, Saneamento e Assistência Social da Câmara Municipal recebeu nesta semana o secretário de Educação Adilson Condesso (DCI)

A Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, está se preparando para o retorno seguro das aulas na Rede Municipal.

A determinação da 9ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo ainda está em trâmite, o que mantém, a princípio, a previsão de volta às aulas para 8 de fevereiro, conforme as condições determinadas pelo Plano São Paulo do Governo do Estado de São Paulo.

Até o momento, a secretaria de Educação adquiriu tapetes sanitizantes, material de limpeza, termômetros, totens com álcool em gel, máscaras face shield para funcionários, além de máscaras para alunos – confeccionadas em parceria com o Fundo Social de Solidariedade do Município (FSSM).

Também uma equipe de manutenção da Secretaria de Educação está concluindo o ciclo dos serviços de corte de mato, poda de árvores e grama e a retirada de galhos nas 72 escolas, mantendo assim o ambiente limpo.

De acordo com o secretário municipal de Educação, Adílson Condesso, nesta semana os pais e responsáveis foram chamados para assinar um termo de responsabilidade em relação ao retorno das aulas presenciais.

A frequência presencial dos alunos será facultativa, mas para isso, o responsável deverá optar, por escrito, pela realização das atividades remotas, que serão disponibilizadas pelas unidades escolares pelos meios já utilizados em 2020 e devolvidas às escolas para correção, análise e orientação docente.

O quantitativo de alunos em atividades presenciais ficará limitado ao previsto no Plano São Paulo, conforme a fase em que estiver enquadrado o município, ou seja: até 35% dos alunos, por turma, nas fases vermelha ou laranja; até 70% dos alunos na fase amarela; e até 100% dos alunos nas fases verde ou azul. Nas fases vermelha e laranja, o número de alunos por sala de aula será entre 6 e 10 crianças.

Segundo Condesso, em consulta realizada junto aos pais e responsáveis, cerca de 1/3 deles manifestaram interesse do retorno das aulas presenciais. Dessa forma, a Prefeitura contemplará tanto os pais que desejam o retorno das aulas presenciais, quanto os que pretendem manter o ensino de forma remota.

Quanto ao transporte escolar, a Secretaria de Educação adequará ao quantitativo de alunos que frequentará presencialmente às aulas, conforme o termo de responsabilidade assinado pelo responsável.

Segundo estudos do Governo do Estado, desde a abertura de mais de 2.800 escolas em 8 de setembro de 2020, não houve registro de casos de transmissão de Covid-19 em ambiente escolar.

Comissão de Educação e Cultura, Esporte, Saúde, Saneamento e Assistência Social

Na tarde de terça-feira, 26 de janeiro, o secretário de Educação Adilson Condesso, esteve na Câmara Municipal de Bragança Paulista para reunião com os membros da Comissão de Educação e Cultura, Esporte, Saúde, Saneamento e Assistência Social, vereadores José Gabriel Cintra Gonçalves (presidente), Camila Marino, Eduardo Simões, Marcos Roberto dos Santos e Rita Leme, que também contou com a participação dos vereadores Marco Antonio Marcolino, Missionária Pokaia e Paulo Mário Arruda de Vasconcellos.

Condesso fez um breve panorama das ações tomadas pelo Governo do Estado e Administração Municipal desde 2020.

Já foram adquiridos tapetes sanitizantes, material de limpeza, termômetros, totens com álcool em gel, máscaras face shield para funcionários, além de máscaras para alunos (Secom)

O vereador José Gabriel mostrou preocupação com a merenda, querendo saber se não haveria problemas com a empresa com a redução de alunos. Condesso pontuou que já há entendimento entre as partes e que os ajustes necessários serão feitos ao longo da retomada, seja para aumentar ou reduzir a quantidade das refeições.

Após detalhar as questões relacionadas aos alunos, os vereadores apresentaram questionamentos quanto aos cuidados com os profissionais que atuam na Educação. Camila Marino informou que tem recebido muitas dúvidas em relação a funcionárias grávidas, que não se sentem seguras no retorno presencial das atividades.

“Essa questão legal não é a Secretaria de Educação que determina. Há um decreto do Executivo que já traz essa determinação para o funcionário público. Desde que haja comprovação médica, atestado que a pessoa não possui condições laborais, pode haver a licença. Os profissionais aptos vão voltar. Vamos fazer tudo para que haja segurança”, esclareceu.

Marcos Roberto questionou como seria a substituição desses profissionais e Condesso pontuou que o município possui um contingente excedente de professores. Já em relação aos demais funcionários, a Secretaria está avaliando o quantitativo de profissionais por escola e organizando o remanejamento, se necessário.

Rita Leme quis mais detalhes em relação ao retorno das crianças deficientes. “Dependendo do nível de deficiência é um desafio de todo o mundo, do país e de Bragança também. O que estamos fazendo é convocar os estagiários que estavam em afastamento para retomarem as atividades”, disse Condesso, tendo em vista que estes estagiários auxiliam diretamente os alunos portadores de necessidades especiais.

O vereador Marcos Roberto perguntou o procedimento caso algum profissional ou aluno apresente sintomas ou possua diagnóstico positivo para Covid-19. Condesso detalhou que “vai seguir rigorosamente os protocolos sanitários médicos”. “Eu, como educador, não tenho nem o que discutir. Dentro desses protocolos, todos os dias haverá medição da temperatura. Se alguém estiver acima de 37,5!, imediatamente será encaminhado ao posto de saúde mais próximo.

Constatou a Covid-19, a Secretaria de Saúde vai passar todos os protocolos sanitários, podendo sim chegar ao ponto de suspensão das aulas para quarentena. Essas questões temos que estar respaldados pela Secretaria de Saúde. Vamos acompanhar rigorosamente o andamento do retorno das escolas. Esse primeiro mês teremos monitoramento rigoroso para corrigir falhas e possíveis problemas, para não causar nenhum tipo de risco aos alunos e pessoal da Educação”.

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