Cotidiano

Início do ano letivo na rede estadual é adiado para 8 de fevereiro

publicado em 23 de janeiro de 2021 - Por BJD
Foto - (Arquivo/Bragança-Jornal)

O governador João Doria anunciou nesta sexta-feira, 22 de janeiro, que o início do ano letivo da rede estadual será em 8 de fevereiro e não mais no dia 1º, como previsto inicialmente.

Outra mudança foi em relação à obrigatoriedade da presença dos estudantes nas escolas nas fases vermelha e laranja, que passa a ser opcional.

A medida altera o previsto na deliberação do Conselho Estadual da Educação, homologada nesta semana, sobre a obrigatoriedade de que pelo menos 1/3 das aulas deveriam ser cursadas em formato presencial. Agora, esta obrigatoriedade se aplica apenas às fases amarela e verde.

“Educação continua sendo prioridade e atividade essencial. Nossas escolas estarão abertas para dar todas as informações às famílias a partir de 1º de fevereiro; e com aulas a partir de 8 de fevereiro. Já as redes municipais e privadas podem manter seus calendários”, destacou o secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares.

Novas orientações poderão ser expedidas pelo Conselho Estadual da Educação, a depender da evolução da pandemia, bem como de outras medidas que venham a ser adotadas pelas autoridades da Saúde ou do Governo de São Paulo.

FORMAÇÃO E ACOLHIMENTO

A partir da próxima terça-feira, 26, e também na primeira semana de fevereiro, a Seduc-SP se dedicará ao planejamento escolar, à formação das equipes escolares e à comunicação com as famílias a respeito dos protocolos de segurança para a retomada das aulas presenciais a partir do dia 8 de fevereiro. A primeira semana de atividades presenciais será voltada ao acolhimento dos alunos, à prática dos protocolos no ambiente escolar e ao aprendizado do uso das ferramentas tecnológicas.

RETORNO REGIONALIZADO

Nas duas primeiras semanas, as escolas da rede estadual receberão até 35% de sua capacidade de alunos por dia. Após esse período, se uma região estiver na fase vermelha ou laranja do Plano São Paulo, as escolas poderão receber diariamente até 35% dos alunos matriculados. Na fase amarela, elas ficam autorizadas a atender até 70% dos estudantes; e na fase verde, até 100%. Os protocolos sanitários devem ser cumpridos em todas as fases.

MANIFESTAÇÃO CONTRÁRIA

A APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) entrou com um Mandado de Segurança Coletivo no Tribunal de Justiça de São Paulo para que as atividades de planejamento do ano letivo de 2021, previstas para o período entre 26 e 29 de janeiro, sejam realizadas de forma virtual e não presencial.
O diretor estadual da APEOESP, Orivaldo Felício, afirma ainda que não há possibilidade de abertura das escolas neste momento pandêmico.

“O retorno às aulas, parcial ou total, é um risco, pois sem vacina para todos não temos segurança sanitária. Propomos vacinação dos professores junto com os trabalhadores da saúde”, afirmou em nota.

Segundo o sindicato, a defesa dos professores vai além das condições sanitárias. “Em atividade a distância, os professores trabalham muito mais que em sua jornada de trabalho presencial, preparando aulas, corrigindo atividades, postando e elaborando conteúdo para as mídias e plataformas da educação. Essa jornada chega a ser duplicada no ensino home-officie, e não recebemos nada por esse serviço extra”, destaca.

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