Cotidiano

HUSF aguarda repasses financeiros do Estado e da União; atrasos prejudicam atendimento ao público

publicado em 13 de março de 2020 - Por BJD
A preocupação do deputado Edmir Chedid (ao centro) foi apresentada numa reunião com o secretário de Estado José Henrique Germann Ferreira (à esq.), na sede da pasta, em São Paulo. A secretária municipal de Saúde, Marina de Fátima Oliveira (à dir.) também participou do encontro (Gerson Gomes/Bragança-Jornal)

O Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus (HUSF) está há pelo menos três meses sem receber recursos do Governo do Estado de São Paulo.

Isso sem contar o atraso no repasse do Governo Federal para colocar em funcionamento o serviço de radioterapia. A instituição é referência no município e na Região Bragantina na área da saúde.

Na última quinta-feira, 12 de março, o deputado estadual Edmir Chedid (DEM) demonstrou sua preocupação em relação aos serviços ofertados pelo governo estadual aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de Bragança Paulista. De acordo com o parlamentar, faltam investimentos na rede básica de atendimento e o cumprimento de acordos estabelecidos entre as administrações.

A preocupação foi reiterada pelo parlamentar ao secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira. Na ocasião, ele destacou a necessidade do aumento do repasse financeiro ao HUSF. “Essa unidade de saúde está há pelo menos 90 dias sem receber os subsídios do governo estadual, fato que infelizmente reflete no atendimento gratuito prestado à comunidade”, afirmou Edmir.

Além disso, lembrou que há serviços concluídos no HUSF, mas sem atividade em decorrência da falta de recursos. “A radioterapia, por exemplo, ainda não recebe verba do governo federal. Uma alternativa viável seria iniciar a operação desse serviço, inclusive com a compra de mais equipamentos, com parte do recurso da Secretaria e outra de emenda parlamentar”, sugeriu o parlamentar.

AME CIRÚRGICO

O deputado Edmir também lamentou a falta de investimentos do governo estadual para a ampliação e a manutenção de leitos destinados a pacientes oncológicos ou politraumatizados. “Uma consulta oncológica pode demorar até 90 dias. E não existe leito disponível para este paciente. O Ambulatório Médico de Especialidades (AME), de Atibaia, poderia ser reformulado para atender esta demanda. Inclusive já solicitei que seja transformado em AME Cirúrgico, mas nada sai do papel”, disse.

Os leitos para cirurgias de média a alta complexidade, assim como para pacientes da UTI, têm demandado muitos esforços dos gestores públicos municipais. Edmir Chedid garantiu que, “apesar do empenho do prefeito Jesus Chedid, bem como da secretária de Saúde, Marina de Fátima Oliveira, Bragança Paulista ainda precisa muito dos benefícios do governo estadual”, declarou.

REDE LUCY MONTORO

Edmir Chedid também demonstrou insatisfação ao secretário José Henrique Germann Ferreira quanto à demora do governo em implantar uma unidade da Rede Lucy Montoro, em Bragança. O parlamentar disse que, além de ter sido um compromisso assumido pelo governador João Doria (PSDB), a própria prefeitura confirmou disponibilizar um prédio para atender os profissionais e os pacientes com deficiências físicas ou doenças potencialmente incapacitantes.

“A administração pública municipal declarou que cumprirá o compromisso e disponibilizará um prédio à Rede Lucy Montoro. Precisamos, no entanto, que o governo estadual dê andamento às tratativas com o município a fim de concluir o processo para a implantação da unidade de saúde. Esta é a mesma expectativa em relação aos medicamentos que deixaram de ser entregues”, concluiu o parlamentar.