Cotidiano

Fluxo no Aeroporto Arthur Siqueira cresce 86,6% após privatização

publicado em 14 de julho de 2018 - Por BJD
BJD

O Aeroporto Arthur Siqueira, em Bragança Paulista, teve nos primeiros cinco meses deste ano 20.429 pousos e decolagens, um aumento de 86,6% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram registrados 10.949 pousos e decolagens.

De acordo com os dados disponibilizados ao BJD pela assessoria do Consórcio Voa São Paulo, que administra o aeroporto, 20.429 pousos e decolagens em Bragança Paulista, o maior fluxo foi registrado no mês de maio, com 5.189 pousos e decolagens. Em janeiro foram registrados 3.856, em fevereiro 3.587, em março 3.753 e em abril 4.044.

No mesmo período de 2017 foram 10.949 pousos e decolagens, sendo 1.402 em janeiro, 2.726 em fevereiro, 2.093 em março, 1.987 em abril e 2.741 em maio.

Aeroporto teve mais de 20 mil pousos
e decolagens nos primeiros meses do ano

No período mencionado em 2017, a gestão do Aeroporto Arthur Siqueira era de responsabilidade do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp). A partir de julho, o Consórcio Voa São Paulo assumiu parcialmente a administração do aeroporto local e de outros quatro do Estado de São Paulo (Antônio Ribeiro Nogueira Júnior, em Itanhaém; Gastão Madeira, em Ubatuba; Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí; e Campo dos Amarais, em Campinas). Desde outubro, o Via São Paulo administra integralmente os aeroportos, sem a assistência do Daesp.

Ainda de acordo com a assessoria da concessionária, apenas voos efetivos são considerados pelo consórcio na contabilização do fluxo. “Até o ano passado, a gestão do aeroporto era feita pelo Daesp, que calculava todos os toques no solo como pouso e decolagem. O que chamamos de toque e arremetida, que é um movimento usado nos voos de instrução pelas escolas de aviação, eram contabilizados pelo órgão, enquanto a Voa SP considera apenas voos efetivos em seu cálculo”.

Com a privatização o Aeroporto Arthur Siqueira terá investimentos de R$ 10,5 milhões em melhorias nos sistemas de pistas, pátios e sinalização, como também reformas dos terminais de passageiros, modernização de hangares e implantação de equipamentos de proteção ao voo. A concessão pelo Governo do Estado é de 30 anos.

CONCESSÃO

Foi a primeira vez que aeroportos estaduais foram concedidos à iniciativa privada. A concessão prevê que ao longo dos 30 anos de contrato, o Voa São Paulo deve investir ao menos R$ 93,6 milhões em melhorias nos cinco aeroportos.

Além das atividades aeroportuárias, a concessionária pode explorar a capacidade imobiliária e de oferta de serviços dos aeroportos. Assim, o Voa São Paulo pode implantar centros de convenções, hotéis, cafés, restaurantes e lojas, por exemplo. Atualmente, esses aeroportos têm perfil para aviação executiva e táxi-aéreo, mas havendo interesse da concessionária e de companhias aéreas, o Voa São Paulo poderá realizar investimentos para capacitá-los para aviação comercial com oferta de voos de linha.

O Consórcio Voa São Paulo foi o vencedor da licitação, com a oferta de outorga de R$ 24.439.590,00, um ágio de 101% sobre o valor mínimo de outorga estipulado para a licitação (R$ 12,159 milhões). Do ponto de vista técnico, o Voa São Paulo comprovou sua qualificação em operação, manutenção, segurança e gestão de aeródromos de aviação com movimentação mínima de 60 mil aeronaves por ano, exigida em edital.

Os investimentos previstos no contrato devem influir positivamente sobre o crescimento regional, atração de novos negócios e geração de empregos, além de proporcionar benefícios diretos para os usuários das aeronaves, que realizaram mais de 135 mil pousos e decolagens nesses cinco aeroportos administrados pelo Voa São Paulo de janeiro a maio deste ano.


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