Cotidiano

Extrema pobreza cresce há 4 anos, revela IBGE

publicado em 6 de novembro de 2019 - Por BJD
Foto: Divulgação/IBGE

A leve recuperação econômica observada nos últimos dois anos no Brasil não se refletiu de forma igual entre os diversos segmentos sociais.

Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país) cresceu em 2017 e 2018, após as quedas em 2015 e em 2016, o rendimento dos 10% mais ricos da população subiu 4,1% em 2018 e o rendimento dos 40% mais pobres caiu 0,8%, na comparação com 2017.

Com isso, o índice que mede a razão entre os 10% que ganham mais e os 40% que ganham menos, que vinha caindo até 2015, quando atingiu 12, voltou a crescer e chegou a 13 em 2018.

É o que mostra a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019, divulgada nesta quarta-feira, dia 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo analisa as condições de vida da população brasileira.
Em 2018, a pesquisa revela que 13,5 milhões de brasileiros viviam com menos de R$ 145 por mês.

O número é o maior da série histórica, iniciada em 2012. Entre as famílias miseráveis do Brasil, o rendimento médio em 2018 foi de R$ 69 por mês.

O valor é bem abaixo do padrão definido pelo Banco Mundial para estabelecer o recorte de pobreza. Pelos critérios da instituição, são considerados extremamente pobres aqueles que vivem com até com até US$ 1,90 por dia — o equivalente a cerca de  R$ 145 por mês.

Desigualdade- Segundo o IBGE, o aumento da desigualdade é reflexo da falta de ganho real no salário mínimo ocorrida em 2018, além da informalidade e da subutilização no mercado de trabalho, que atingem níveis recordes atualmente, com 41,4% das pessoas ocupadas nessa condição, de acordo com o gerente dos Indicadores Sociais do IBGE, André Simões.