Cotidiano

Cetesb aponta queda de poluição por veículos no Estado

publicado em 21 de dezembro de 2019 - Por BJD
De acordo com o estudo, a frota circulante em 2018, em Bragança Paulista, foi de 66.721 veículos (Crédito: Bragança-Jornal)

A emissão de poluentes gerados pela frota circulante de 15,3 milhões de veículos no Estado de São Paulo tem diminuído ao longo dos últimos anos.

Dados do último Relatório de Emissões Veiculares publicado pela Companhia Ambiental do Estado De São Paulo (Cetesb), a agência ambiental paulista, indicam uma redução média de 40% dos poluentes nos últimos dez anos, apesar do aumento da frota. A queda foi de 5% entre os anos de 2017 e 2018.

Outra novidade é a constatação também de redução, entre 2017 e 2018, de 7% de dióxido de carbono (CO2), gás emitido pela queima de gasolina e diesel e um dos responsáveis pelo efeito estufa. Em 2017, as estimativas de emissão foram de 41 milhões de toneladas por ano, enquanto em 2018 esse número caiu para 38 milhões.

Essa diminuição ocorreu pelo aumento de 30% no consumo de etanol no ano passado, trazendo uma contribuição positiva na redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE), já que substitui a gasolina em veículos flex.
Em relação às contribuições de cada veículo nas emissões de GEE em 2018, caminhões respondem com 42%, ônibus com 13%, automóveis com 29%, veículos comerciais leves em 13% e motocicletas com 3%.

EMISSÕES DE POLUENTES LOCAIS

Em uma década, as principais reduções de poluentes veiculares no estado foram de Material Particulado (MP) com 51% e Monóxido de Carbono (CO) em torno de 40%. Os Óxidos de Nitrogênio (NOx) também tiveram uma queda de 35% e os Compostos Orgânicos Voláteis (NMHC) de 37%.

Em 2018, estima-se que foram emitidos no estado 315 mil toneladas de CO, contra 321 t/ano em 2017; 65 mil toneladas de NMHC contra 69 t/ano no ano anterior e 148 mil toneladas de NOx contra 155 t/ano em 2017; e 4,4 mil toneladas de Dióxido de Enxofre (SO2) contra 4,7 mil em 2018.

Essas reduções se devem principalmente aos avanços do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) e do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot), além da renovação da frota (veículos mais novos emitem menos e substituem veículos mais poluentes). Há outras ações que também ajudam, como melhoria de combustível.

O relatório constata que, em média, 60% dessas emissões estão concentradas na Macrometrópole Paulista, área geográfica que reúne as Regiões Metropolitanas de São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Vale do Paraíba e Sorocaba, além de aglomerações urbanas importantes como Jundiaí, Bragança Paulista e Piracicaba. Foram estimadas também as emissões localizadas na Região Metropolitana de Ribeirão Preto, localizada no oeste do estado.

Os automóveis foram os maiores emissores de monóxido de carbono e compostos orgânicos voláteis, enquanto os caminhões responderam pelas maiores emissões de material particulado, óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre. As emissões de SO2 ocorrem em razão da existência de enxofre nos combustíveis fósseis (diesel e gasolina).