Cotidiano

Caso da calcinha: Grupo feminista realiza abaixo-assinado para cassar vereador

publicado em 5 de agosto de 2020 - Por BJD

O Grupo Feminista e Percussivo de Maracatu de Bragança Paulista Batuque Raízes da Nega, que apresentou denúncia na Câmara Municipal contra o vereador Benedito Franco Bueno em relação ao episódio da calcinha, está promovendo um abaixo-assinado pedindo a cassação do vereador.

“Desde que tudo ocorreu, publicamos nota de repúdio, protocolamos denúncia na Câmara Municipal, bem como agora estamos promovendo um abaixo-assinado, pleiteando a cassação do vereador, com o qual estamos obtendo êxito, coletando muitas assinaturas em pouco tempo, o que demonstra o posicionamento da população sobre o caso. Entendemos que houve uma grave violação de direitos humanos das mulheres e buscamos Justiça e Respeito”, disse o grupo em nota enviada ao Bragança-Jornal na noite de terça-feira.

O abaixo-assinado é eletrônico e pode ser acessado pelo link: http://chng.it/Znyh5QvPRq

A Câmara decidiu pela abertura de averiguação da conduta do vereador Ditinho do Asilo durante a 21ª sessão ordinária de 2020 através de Comissão de Ética, que pode advertir, censurar, suspender ou até mesmo cassar o mandato do vereador, que foi flagrado cheirando uma calcinha vermelha, durante a sessão que acontecia por meio de videoconferência.

VEREADOR APRESENTA DEFESA NA COMISSÃO DE ÉTICA

No dia 30 de julho, a Comissão de Ética da Câmara se reuniu para a primeira oitiva do vereador Benedito Bueno, que contou com as presenças de Aline Gomes da Silva Pimentel, Shel Almeida e Izilda Toledo, representantes das Promotoras Legais Populares de Bragança Paulista.

O vereador Benedito reiterou que não teve a intenção do ato. “Sempre primei pelo respeito. E como fiz na sessão posterior, pedir perdão”, afirmou.

A vereadora Fabiana Alessandri questionou se o “presente” foi recebido durante a sessão, e Benedito disse apenas que não. Fabiana ainda questionou se houve intenção de Benedito em cheirar a calcinha na hora em que ela falava. “Foi fatalidade ou proposital?”, questionou a vereadora. “Jamais teria a coragem de fazer algo assim. Foi um momento ingênuo. Não tenho habilidade com a tecnologia. Quando desliguei o microfone, achei que tinha desligado a imagem. Eu não tive intenção alguma, principalmente na sua fala”, afirmou Benedito.

Fabiana ainda perguntou de quem era o objeto e como apareceu no gabinete do vereador, mas Benedito optou por não responder. As promotoras legais também fizeram algumas perguntas. “Não foi algo intencional, se fosse, eu mesmo teria me retirado”, afirmou o vereador.

Segundo o presidente da Comissão de Ética, Sebastião Garcia do Amaral, agora haverá um período para análise da oitiva do vereador e posterior apresentação de relatório final sobre o caso.

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