Cotidiano

Campanha da Fraternidade 2020

publicado em 19 de fevereiro de 2020 - Por BJD
Bispo Dom Sérgio aponta para o cartaz da CF 2020 que tem a representação de Santa Dulce dos Pobres (Gerson Gomes/Bragança-Jornal)

Já é tradição da Igreja Católica a Quarta-feira de Cinzas ser um marco para duas frentes: a primeira, o início da Quaresma; a outra, aqui no Brasil, é a Campanha da Fraternidade (CF).

Nesta quarta-feira, 19, a uma semana do início dessas duas ações, o bispo Dom Sérgio Aparecido Colombo comenta a CF em coletiva de imprensa.

A Campanha da Fraternidade é promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde 1964 e conforme explicou o bispo, cada ano reflete sobre uma temática específica, como família, políticas públicas, saúde, trabalho, educação, moradia e violência, entre outras. No entanto, neste ano, não há um tema especifico e sim uma proposta. “A Igreja evangeliza pessoas e os discípulos de Jesus Cristo continuam até os dias de hoje”, afirmou Dom Sérgio.

Para a edição de 2020 da CF, o tema escolhido foi: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”, uma reflexão a partir do Evangelho de Lucas (Lc 10,33-34) e o lema “Fraternidade e vida: dom e compromisso”.

De acordo com Dom Sérgio, essa passagem bíblica é a clássica parábola do bom samaritano, que, além de ser referência para a campanha deste ano, vai ao encontro da vida e missão de Santa Dulce dos Pobres, recém-canonizada pela Igreja Católica.

“São três verbos significativos: Jesus viu, sentiu compaixão e cuidou. Jesus Cristo vê com o coração, vê com o sentimento. Hoje em dia temos os cuidadores, aqueles ajudam a minorar a dor do enfermo”, afirmou Dom Sérgio.
Ele também, de forma catequética, explicou sobre o cartaz da campanha, que traz Santa Dulce dos Pobres, que traduz bem o tema escolhido.

“Assim como Jesus, Dulce viu, sentiu compaixão dos mais pobres e cuidou deles. A Igreja tem que ser capaz de ver como Jesus, não só aqueles que estão dentro, mas os externos”, completou o bispo.
Dom Sérgio ainda disse que todas as paróquias da Diocese têm trabalho voltado à ação social e ao cuidado com os mais necessitados. “Não tem uma paróquia que não tenha ação de acolhimento para minorar o sofrimento dos irmãos”, concluiu.

Cada paróquia recebe o texto-base da Campanha da Fraternidade com ações e orientações que devem ser seguidas. A CF se encerra no Domingo de Ramos, dia 5 de abril, quando a Igreja no Brasil realiza a Coleta Nacional da Solidariedade, um gesto concreto, por meio do qual os fiéis demonstram seu comprometimento com a evangelização e promoção da dignidade dos pobres e oprimidos.