Cotidiano

Bragantina pesquisadora em energia solar recebe prêmio internacional

publicado em 16 de outubro de 2020 - Por BJD
Arquivo Pessoal

Inspirada por sua professora de química do Colégio das Madres desde o ensino médio e confiante no uso da energia solar como uma alternativa mais sustentável, a bragantina Ana Flávia Nogueira, professora e pesquisadora da Unicamp, recebeu na noite da última quinta-feira, 15 de outubro, o Prêmio Mulheres Brasileiras em Química e Ciências Relacionadas, na categoria Liderança na Academia.
Oferecido pela Sociedade Americana de Química (ACS, sigla em inglês) em parceria com a Sociedade Brasileira de Química (SBQ), o prêmio está em sua terceira edição e tem como objetivo promover a diversidade no campo da química e a igualdade de gênero na ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

A pesquisadora conta que a premiação ocorreu no final do simpósio sobre o combate à desigualdade na ciência, parte do 43ª Reunião Anual da SBQ. “Na oportunidade fiz uma apresentação, falei de Bragança Paulista, mostrei fotos dos meus pais e, inclusive, da Madre Maria Jesus Perez Sanz, que foi minha professora e incentivou essa paixão pela química, que resultou na construção da minha carreira no Brasil e no exterior”, afirma.

Professora da Unicamp desde 2004, Ana explicou à reportagem do Bragança-Jornal que desde o seu mestrado trabalha com energia solar fotovoltaica, que é a conversão da energia solar em eletricidade. “Ela não é muito disseminada no Brasil por conta do custo. Nesse sentido, as pesquisas buscam desenvolver materiais e processos de fabricação mais baratos”, diz. Em setembro deste ano, Ana Flávia assumiu a diretoria do CINE – Center for Innovation on New Energies (CINE).

Com sede na Unicamp, o Centro desenvolve um trabalho voltado à energia solar. “A ideia é usar a energia solar para fazer uma transição energética, para pensarmos em uma economia mais sustentável que o petróleo”, explicou. Ana afirma que especialmente neste momento o prêmio foi muito importante para sua carreira. “Eu fico muito contente por esse reconhecimento. Quando comecei, essa era uma coisa muito nova, poucas pessoas e mulheres trabalhavam nessa área. Significa que tanto esforço foi reconhecido”, afirma.

Ana conta que toda a sua formação até o ensino médio foi feita em Bragança Paulista, no Instituto Educacional Coração de Jesus, e que está sempre na cidade. “Minha família é toda de Bragança e eu tenho muitos amigos na cidade também. Sou uma verdadeira cidadã bragantina”, disse.

O Prêmio Mulheres Brasileiras em Química e Ciências Relacionadas também homenageou outras duas brasileiras, uma professora associada em Química na Universidade Federal de Santa Maria (RS), Paola de Azevedo Mello, na categoria Líder Emergente; e uma engenheira química especializada na área de petróleo e consultora sênior da Petrobras, Sonia Maria Cabral de Menezes, em Liderança na Indústria.

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