Cotidiano

Até 31 de dezembro, FGTS pode ser usado para regularizar financiamento imobiliário

publicado em 3 de maio de 2022 - Por BJD
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Depois desse período, o trabalhador só poderá usar os recursos do fundo para quitar até três prestações em atraso.

Os brasileiros que estão com prestações de financiamento imobiliário atrasadas já podem quitar até 80% do valor das parcelas vencidas até o limite de 12 parcelas, usando os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A medida vale até 31 de dezembro deste ano. Depois desse período, o trabalhador volta a usar os recursos do fundo para quitar até três prestações em atraso.

De acordo com dados apresentados pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), cinco milhões de mutuários têm atualmente contratos de financiamentos imobiliários. Desse total, 80 mil estão em situação de inadimplência grave, com mais de três prestações em atraso.

Para abater as parcelas atrasadas, o mutuário precisa procurar a instituição bancária onde fez o financiamento e solicitar a utilização do seu FGTS para quitar até 80% de cada prestação, até o limite de 12 prestações em atraso.

Entre os requisitos, trabalhador precisa ter três anos de trabalho sob o regime do FGTS, ininterruptos ou não. Não é necessário estar com contrato de trabalho ativo. O mutuário não pode possuir outro imóvel no município onde trabalha ou reside. Ele também não pode ter outro financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O valor de avaliação do imóvel deve ser de até R$ 1,5 milhão.

Segundo o Governo Federal, cerca de 40 mil famílias devem ser beneficiadas.

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