Cotidiano

Assistente virtual facilita a vida de caminhoneiros em rodovias

publicado em 17 de julho de 2020 - Por BJD
Desenvolvido por alunos da USP de Ribeirão Preto, o “BinoChat” ainda precisa de parceria para se tornar realidade nas estradas (Pixabay)

Para facilitar a rotina dos motoristas, um grupo de alunos da USP criou o BinoChat, assistente virtual para WhatsApp e Telegram.

Segundo o Jornal da USP, o assistente nasceu em um Hackathon (competição que estimula desenvolvimento de soluções) promovido pelo Grupo CCR. O projeto, embora não tenha ganhado a competição, pretende continuar e busca parcerias.

De acordo com o Jornal da USP, o diferencial do BinoChat é que, além de resolver problemas relacionados às necessidades básicas, ajuda os caminhoneiros a encontrarem pontos de apoio médico e psicológico. Integrante da equipe que idealizou o aplicativo BinoChat, o aluno Alisson Franclin Barbosa de Oliveira, do curso de Matemática Aplicada a Negócios, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, diz que a ideia surgiu a partir de uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), publicada em 2019, mostrando que 58% dos motoristas não fazem exames de prevenção e cerca de 96% não tratam problemas psicológicos. Em contrapartida, pressão alta, estresse, irritabilidade, baixa auto-estima e depressão estão no topo da lista dos problemas que esses profissionais enfrentam.

Com a constatação dessa realidade de vida e saúde dos caminhoneiros brasileiros, o BinoChat foi projetado para apoiar esses trabalhadores da estrada, fornecendo orientações, a partir das informações sobre os sintomas do usuário. Oliveira conta que o assistente foi programado para encaminhar os motoristas, necessitados de ajuda para redes de apoio, como os serviços de atendimento em saúde mais próximos ou, até mesmo, para o Centro de Valorização à Vida (CVV).

O projeto de Oliveira não ganhou a competição, mas o aluno conta que o grupo pretende continuar a desenvolver o assistente e que estão em busca de parcerias para terminá-lo. “Nosso projeto é muito bom para deixarmos morrer depois do Hackathon. Nossa equipe está motivada a fazer a diferença e tenho certeza de que nossa solução vai mudar a vida de muitas pessoas que estão na estrada todos os dias. A ideia é resolver um problema que existe e nós vamos resolver”, afirma o aluno ao Jornal da USP.

O grupo de Oliveira, o BR242, é formado pelos alunos Leomar da Silva e Tomaz Alexandre Macedo Rodrigues dos Santos, ambos da FFCLRP; Paula Cristina dos Santos, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e Wesley de Oliveira Mendes, da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP).

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