Cotidiano

Apesar do saldo positivo, número de empregos cai em novembro em Bragança Paulista

publicado em 27 de dezembro de 2019 - Por BJD
Foto – Agencia Brasil

A criação de empregos com carteira assinada atingiu, em novembro, o sexto mês seguido de crescimento em Bragança Paulista, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

Apesar do saldo positivo de 73 vagas – o indicador mede a diferença entre contratações e demissões, o número de empregos caiu em relação aos outros meses.

De acordo com os dados do Caged, o mês de novembro ficou à frente dos meses de janeiro, março e maio, que apresentaram saldos negativos (-28; -168; e -241, respectivamente).

A indústria foi o que apresentou melhor saldo. Foram 407 contratações e 286 demissões, um saldo de 121 vagas. Já o setor do comércio foi um dos que mais contratou no mês, possivelmente por reflexo do mês de dezembro, das contratações de final de ano. Foram 461 contratações, ante 424 demissões, saldo de 37 vagas. Porém o setor que mais contratou no mês foi o de serviços e também o que mais demitiu. Foram 485 novas vagas e 647 demissões, saldo negativo de 162 vagas.

No acumulado do ano, Bragança apresenta saldo positivo em 930 vagas, com 16.462 admissões e 15.532 desligamentos.

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Beneficiada pelo comércio e pelos serviços, a criação de empregos com carteira assinada atingiu, em novembro, o oitavo mês seguido de crescimento. Segundo dados do Caged, 99.232 postos formais de trabalho foram criados no último mês.

Este foi o melhor nível de abertura de postos de trabalho para novembro desde 2010, quando as admissões superaram as dispensas em 138.247. A criação de empregos totaliza 948.344 de janeiro a novembro, 10,5% a mais que no mesmo período do ano passado.

A geração de empregos atingiu o maior nível para os 11 primeiros meses do ano desde 2013, quando tinham sido abertas 1.546.999 vagas.

Apesar da alta, a criação de empregos em novembro concentrou-se em poucos setores. Na divisão por ramos de atividade, apenas três dos oito setores pesquisados criaram empregos formais no último mês. O campeão foi o comércio, com a abertura de 106.834 postos, seguido pelos serviços (44.287 postos). Em terceiro lugar vem os serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento (419 postos).

O nível de emprego caiu na indústria de transformação (-24.815 postos), na agropecuária (-19.161 postos) e na construção civil (-7.390 postos). A administração pública fechou 652 postos, e a indústria extrativa mineral encerrou 290 postos formais.

A geração de emprego em novembro costuma ser marcada pelo reforço no comércio para as contratações de fim de ano. No entanto, a indústria, que reforçou a produção em agosto e em setembro por causa do Natal, desacelera. A agropecuária também dispensa empregados por causa da entressafra de diversos produtos, como a cana-de-açúcar.