Coronavírus

Segunda onda da Covid-19: 43 cidades do Estado estão em alerta

publicado em 15 de janeiro de 2021 - Por BJD
40 respiradores desenvolvidos pela Universidade de São Paulo (USP) serão enviados para o Estado do Amazonas, que enfrenta um colapso no sistema de saúde (Governo do Estado de São Paulo)

O aumento do número de casos da Covid-19 tem preocupado as autoridades do Estado. Durante a reclassificação do Plano SP, o Governo colocou em alerta 43 cidades que, independentemente da classificação de suas regiões, estão com ocupação hospitalar de pacientes graves com coronavírus acima de 80%.

A recomendação é que as Prefeituras determinem a restrição total de atividades não essenciais para aliviar a pressão sobre hospitais públicos e particulares.

Embora Bragança Paulista esteja com ocupação de 100% de UTI, ela não entrou na lista. Os municípios em situação de alerta divulgados pelo Estado são: Américo Brasiliense, Amparo, Apiaí, Areias, Artur Nogueira, Avaré, Bauru, Birigui, Caçapava, Carapicuíba, Cruzeiro, Embu das Artes, Fernandópolis, Ferraz de Vasconcelos, Franca, Franco da Rocha, Ilha Solteira, Itapecerica da Serra, Itapetininga, Itaquaquecetuba, Itatiba, Jacareí, Mairiporã, Marília, Matão, Mogi das Cruzes, Novo Horizonte, Ourinhos, Paulínia, Pederneiras, Porto Feliz, Presidente Prudente, Promissão, Santa Cruz do Rio Pardo, São Manuel, Serrana, Socorro, Sorocaba, Tatuí, Taubaté, Tupã, Valinhos e Votuporanga.
O Centro de Contingência recomendou ainda que todos os 645 municípios paulistas endureçam regras para reuniões de trabalho em locais fechados, como limite máximo de 25 pessoas e distanciamento mínimo de 1,5 metro. Eventos sociais e familiares também devem ser evitados devido ao recrudescimento da pandemia. O uso de máscaras em todos locais de acesso público é obrigatório.

Todos os protocolos sanitários e de segurança para cada atividade estão disponíveis no site do Plano SP e devem ser seguidos rigorosamente para conter a pandemia. Prefeituras que se recusarem a seguir as normas estabelecidas pelo Governo do Estado ficam sujeitas a sanções judiciais.

RESPIRADORES PARA O ESTADO DO AMAZONAS

O governador João Doria também anunciou a disponibilização de 40 respiradores desenvolvidos pela Universidade de São Paulo (USP) para o Estado do Amazonas.

“Encaminharemos imediatamente para o Amazonas 40 respiradores produzidos pela Universidade de São Paulo, demonstrando a capacidade tecnológica dessa grande universidade para o atendimento emergencial àqueles que estão sofrendo com a COVID-19. Já orientei o secretário de Saúde a disponibilizar leitos nos hospitais públicos e gerenciar leitos em hospitais privados para pacientes que possam ser transportados até São Paulo para o atendimento prioritário”, disse Doria.

VACINA

Outro anúncio realizado foi o da entrega das doses da vacina do Butantan ao Ministério da Saúde para a imunização dos brasileiros contra a COVID-19. Cerca de 4,5 milhões de doses prontas para aplicação serão encaminhadas para um Centro de Distribuição e Logística do Ministério da Saúde, no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

“As doses entregues ao Ministério da Saúde serão destinadas para todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. Vamos aguardar que neste domingo (17) a Anvisa autorize o uso emergencial da Vacina do Butantan, assim como esperamos que o faça também para a vacina AstraZenica.

O Governo de São Paulo torce, pede e recomenda, dentro do seu limite, que a Anvisa e o Ministério da Saúde adotem vacinas, não só a vacina do Butantan, não apenas a vacina da Fiocruz, mas também outras vacinas, diante do quadro gravíssimo de saúde pública no país”, afirmou o governador João Doria.

As doses deverão ser utilizadas após a aprovação da Agência da Vigilância Sanitária. O Butantan já dispõe de 10,8 milhões de doses da vacina em solo brasileiro. No final de março, a carga total de imunizantes disponibilizados pelo instituto é estimada em 46 milhões de doses.

A vacina do Butantan contra o coronavírus obteve 50,38% de eficácia global no estudo clínico desenvolvido no Brasil, além de proteção de 78% em casos leves e 100% contra casos moderados e graves da COVID-19. Todos os índices são superiores ao patamar de 50% exigido pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

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