Coronavírus

Saúde investiu R$ 9,9 milhões no enfrentamento à Covid-19

publicado em 2 de outubro de 2020 - Por BJD
Um dos investimentos realizados para o atendimento da Covid-19 no município foi o hospital de Campanha, anexo à Santa Casa de Misericórdia (Arquivo/Bragança-Jornal)

A Comissão de Educação e Cultura, Esporte, Saúde, Saneamento e Assistência Social de Bragança Paulista recebeu a prestação de contas da Secretaria Municipal da Saúde na 35ª Sessão Semanal, realizada na última quarta-feira, 30 de setembro. No quadrimestre, somente no enfrentamento à Covid-19 o município investiu R$ 9.917.791,90.

De acordo com a pasta, parte dos recursos foram gastos na locação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e clínica médica na Santa Casa Saúde e Hospital Bragantino (R$ 4.510.000,00), testes rápidos (R$ 1.046.050,00) e compra de álcool em gel (R$ 155.540,00).

No enfrentamento à Covid-19, a secretária municipal de Saúde, Marina Fátima de Oliveira, destacou as estratégias para a contenção do vírus nos asilos da cidade. “Infelizmente foram confirmados vários óbitos nos asilos da cidade. Com isso estamos realizando testes nos asilos a cada quinze dias para detectar possíveis contaminados e assim prevenir a propagação do vírus”, destacou Marina.

O assessor de Gabinete da Saúde, Marcus Antônio da Silva Leme, também falou sobre a ação de enfrentamento que está sendo realizada pelos agentes comunitários da saúde. “O município recebeu 70 aparelhos de oxímetros, por meio do Projeto Alert(ar), para monitorar os pacientes da rede municipal de saúde que fazem parte do grupo de risco. Os agentes comunitários fazem o monitoramento da oxigenação no sangue durantes as visitas, para identificar casos de hipóxia silenciosa e se necessário os pacientes são encaminhados para o atendimento médico”, explicou.

GERAL

Na prestação de contas geral, os técnicos da pasta informaram que da arrecadação total o município até 30 de agosto (R$ 444.586.689,27), o município investiu R$ 127.468.447,72 para o custeio de atendimento na atenção básica, média e alta complexidade, vigilância em saúde e assistência farmacêutica.

Segundo o assessor Marcus Leme, o balanço apresentado à Comissão de Educação foi aprovado em reunião do Conselho Municipal de Saúde em 23 de agosto. Dos recursos aplicados, 58% foram gastos com atendimento de média e alta complexidade (R$ 74.111.222,39), 26% na Atenção Básica (R$ 32.643.832,82), 9% para gestão do SUS (R$ 11.985.622,15), 4% em Assistência Farmacêutica (R$ 4.694.804,26) e 3% na Vigilância em Saúde (4.032.959,10).

Na prestação de contas foram listados os atendimentos realizados de maio a agosto de 2020, como 66.330 consultas médicas, 22.409 consultas de enfermagem, 6.330 consultas odontológicas, 2.540 visitas domiciliares, 114.352 visitas de agentes comunitários de saúde, 1.521 atendimentos do PAD (Programa de Atendimento Domiciliar). “O Pad deu cobertura para aqueles que permaneceram em casa, e estavam com receio de buscar atendimento nos equipamentos de saúde.

Os procedimentos de planejamento familiar e as atividades do Espaço do Adolescente tiveram uma redução por conta das medidas de isolamento, mas foram mantidos; e o atendimento no CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), que estava suspenso, foi retomado no mês de agosto”, completou Marcus Leme.

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