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Via fechada

publicado em 5 de maio de 2018 - Por Marcus Valle

Na administração passada, o ex-secretário Moufid Doher abriu uma rua entre o hospital da Universidade São Francisco e o aeroporto, ligando o Jardim São José ao Santa Helena.

A via tem cerca de 800 metros e é de terra, tendo funcionado por vários meses.

Em virtude da poeira, houve reclamação do HUSF, que o hospital estava tendo problemas e a via foi fechada ao trânsito.

Como é uma opção interessante, seria bom que a via fosse pavimentada e ativada.

2 –Radicalismo na vida, na política… em tudo

“A fúria justiceira dos bons pode ser tão desastrosa como a justiça seletiva dos maus” (R. Azevedo)
Essa frase reflete os tempos atuais. O emocionalismo, a passionalidade, o radicalismo, levam a um estado de divisão, de odiosidade.

O pior é que isso, a curto, médio e longo prazo, se refletirá em todos. O algoz de hoje é a vitima de amanhã. Quando a ponderação, a legalidade e o bom senso são ignorados em nome de um voluntarismo justiceiro (todo mundo julga, condena e divulga o que quer nas redes sociais, mídia e até em conversas triviais), teremos uma insegurança não só jurídica, mas também psicológica e social.

3 – Locais a se preservar

Insistimos na necessidade do município de Bragança procurar adquirir (por permuta, sem gastar o dinheiro que não tem) dois locais belíssimos que podem ser utilizados no turismo e lazer. Um é a “Montanha do Lietesol” onde poderia ser implantado um teleférico, tirolesa, trilha para caminhada etc.

Não é área de grande valor comercial, mas para cidade é importantíssima.

O outro local é a antiga Usina de Energia da “Mãe dos Homens”, às margens do rio Jaguari, trecho belíssimo, com corredeiras e pequenas cachoeiras. Ele pertence à empresa Energisa, que quer negociar com o município uma permuta com terreno que já utiliza.

O secretário do Meio Ambiente, Alexandro, nos respondeu que apoia a ideia. Tomara que o prefeito se sensibilize, e faça algo que ficará marcado na história de Bragança.

4 – Sabesp – novela

A Prefeitura local (agora unida com outras) continua com a novela Sabesp. Não pode aceitar proposta de renovação de contrato igual ou inferior à que foi feita à administração passada (e que o grupo Chedid combateu em sua rádio e inviabilizou com os vereadores de seu grupo). Tenta pressionar para obter um contrato melhor, mas até agora nada conseguiu.

Com um “mico” na mão, terá que se arriscar em “chamamento público” e contratação de outra empresa. Mas o prefeito sabe que essa é uma opção arriscada.

5 – Festa do Peão tem que mudar

Teve enorme (e positiva) repercussão nosso pronunciamento e proposta apresentada na Câmara (teve a co-autoria do vereador Ditinho do Asilo) de se reformar o sistema da Festa do Peão, que traz sérios prejuízos à economia do município. Como publicamos a proposta nesta coluna (BJD é lido por milhares de pessoas) recebemos muito incentivo e aprovação nas ruas. Falamos na Rádio Bragança AM também.

Nas redes sociais mais de cinco mil e quinhentas pessoas assistiram ao vídeo do nosso pronunciamento no plenário da Câmara.

A Prefeitura não pode continuar fazendo a Festa nesses moldes, sangrando a economia do município.

6 – Saúde: alvo de críticas

Saúde pública é um problema complicado. Na administração passada, o prefeito foi massacrado por críticas em relação a esse setor e a conservação da cidade e zona rural. Nessa administração, diariamente vemos e recebemos denúncias, críticas e reclamações nesse setor de saúde (sempre com os mesmos problemas pontuais: mau atendimento, exames demorados, falta de material etc.). Embora tenha a compreensão de parte considerável da mídia local, a administração sofre muitas críticas, tanto nas redes sociais como nas ruas.

7 – Roda Viva – Marina

Assisti “Marina Silva” (Rede) no programa Roda Viva – 2ª feira na TV Cultura.

Ela é culta, passa credibilidade (não tem acusações de corrupção) e é tranquila, não demonstra odiosidade, mas muita ponderação.

No entanto, ao responder as questões formuladas, não foi objetiva, é genérica e sempre diz que o assunto será melhor definido após debates com a sociedade.

8 – Reclamação

Reclama-se que muitos desocupados, alguns agressivos, frequentam a Praça em frente ao Cemitério, abordando comerciantes e pessoas que passam pelo local. Providências foram pedidas à polícia.

9 – Dica de livro

Tivemos muitos casos criminais rumorosos e chocantes (Suzane Von Richthofen, Roger Abdelmassih, Champinha, Goleiro Bruno, Sinhá Moça etc.) que tiveram repercussão nacional e internacional. Quase todos eles tiveram confissão, e não geraram dúvidas em relação à autoria e materialidade. Mas há um caso que até hoje gera certa polêmica, principalmente na área jurídica, embora tenha havido julgamento e condenação.

É o famoso “Caso Nardoni”, onde pai e madrasta da menina Isabella, de 6 anos, foram condenados por terem matado-a, atirando-a do 6º andar do prédio. Sempre negaram o crime.

O livro, “O Pior dos Crimes”, do autor Rogerio Pagnan, editora Record, trata do assunto, e é muito interessante, relatando detalhes das investigações, do processo, da abordagem da imprensa e do julgamento. Para quem gosta do tema… é uma obra interessante.

10 – Folclore

No prédio da Câmara Municipal, subindo uma escada que dá ao andar superior, na parede estão expostas as fotografias dos vereadores que foram presidentes da Câmara. São 37 fotografias. Noutro dia, um garotinho (de uns 10 ou 11 anos) começou a subir a escada, parou para ver as fotos e perguntou a um cidadão que descia.

– Que fotos são essas? Quem são essas pessoas?

Numa improvisação de “espírito de porco”, o cara disse:

– São as fotos das pessoas que morreram ao cair dessa escada.

O menininho grudou no corrimão e terminou de subir bem devagarinho.