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Vamos saber um pouco sobre os nossos cientistas?

publicado em 2 de julho de 2019 - Por Ambiente em Pauta

No Brasil a ciência é limitada em muitos aspectos e tem muito o que melhorar, mas o que não nos falta são bons cientistas. As condições institucionais e orçamentárias adequadas para eles trabalharem nas pesquisas, por vezes fragilizadas, encontram apoio e investimentos de alguns países, como: Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha.

Muitos dos nossos pesquisadores são colaboradores em grandes projetos internacionais e não necessariamente por terem tido alguma ideia ou iniciativa própria revolucionária, mas trabalhando em grandes equipes internacionais. Mesmo sem o nível de investimento ideal, a ciência do Brasil é motivo de orgulho.

Pesquisadores de várias áreas do conhecimento enfrentam as dificuldades e conseguem fazer seus estudos. Conheça alguns cientistas influentes, que nos fazem acreditar na ciência nacional. Quatro pesquisadores brasileiros estão entre os cientistas “mais influentes” do mundo, segundo um levantamento feito pela empresa Thomson Reuters. São eles:

1. Ado Jorio de Vasconcelos, físico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que trabalha com pesquisa e desenvolvimento de instrumentação científica para o estudo de nanoestruturas para aplicação em novos materiais e biomedicina.

2. Adriano Nunes-Nesi, agrônomo da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que atua nos seguintes temas: metabolismo de carboidratos e interações entre o metabolismo mitocondrial e outras vias metabólicas em plantas.

3. Alvaro Avezum, diretor da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em SP, que participa de vários estudos clínicos e epidemiológicos internacionais ligados à cardiologia.

4. Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo (USP), que trabalha com física aplicada a problemas ambientais, atuando principalmente nas questões de mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos e poluição do ar urbano.

Seria uma injustiça concluir com base nisso, que são os quatro cientistas brasileiros “mais influentes do mundo”.Temos que levar em conta as diferenças de escala que existem entre diferentes áreas da ciência. Um cientista ou pesquisador que coordena projetos internacionais de genômica do câncer, ciência que estuda a estrutura das células cancerígenas, terá muitas mais citações em revistas científicas do que um cientista ou pesquisador de árvores do Cerrado ou do reaproveitamento de resíduos em locais que causem impacto.

Não podemos nos esquecer de grandes nomes atuais como: Niède Guidon.Formou-se em História Natural pela USP e aos 28 anos foi estudar arqueologia na Universidade de Paris -Sorbonne. A arqueóloga é uma das responsáveis pela exploração do sítio arqueológico de Coronel José Dias, na Serra da Capivara, no Piauí.

A Serra da Capivara abriga mais de 900 sítios arqueológicos, com mais de 30 mil pinturas rupestres, é um verdadeiro museu a céu aberto. Luta pela preservação da pré-história no Brasil e pela manutenção do Parque e dos sítios arqueológicos até hoje.

As suas descobertas mudaram a percepção da chegada da humanidade no continente americano, já que algum dos artefatos humanos que encontrou, datam de 30 mil anos atrás, acreditava-se que a chegada teria se dado há cerca de 15 mil anos.Fez centenas de descobertas permitindo assim a criação do Museu do Homem Americano em Raimundo Nonato, cidadezinha ali próxima.

Marcelo Gleiser, Físico, astrônomo e professor, atualmente pesquisador da Faculdade de Dartmouth nos EUA, é um dos grandes divulgadores da ciência no Brasil. Escreveu vários livros, e através de obras como A Simples Beleza do Inesperado, Gleiser passa a sua visão sobre “uma vida ciente de que nós somos criações cósmicas, pertencentes a um universo do qual somos parte essencial”. Escreveu também sobre: mudanças climáticas, furacões, buracos negros, Albert Einstein e a consciência humana.O objetivo de sua obra é rastrear os vínculos entre a ciência e a humanidade, incluindo a filosofia.

A Ciência é um assunto que deve ser discutido em todas as fases da vida, estaremos colocando a conhecimento alguns projetos socioambientais premiados de estudantes do PREMIO JOVEM CIENTISTA. Bia Maia – arquiteta, colaboradora do Bragança Mais e Coletivo Socioambiental