Colunistas

Vamos definir perímetro urbano?

publicado em 16 de maio de 2020 - Por Dirce Guimarães

Perímetro urbano é a fronteira que separa a área urbana da área rural no território de um Município. Apesar da sua importância, não nos lembramos de ter ouvido suas citações em reuniões do Plano Diretor. Não demos buscas em leis municipais que tratam do assunto.

Claro que devem existir, essa demarcação é competência municipal. Numa das nossas “Conversas” nós cobramos a demarcação do perímetro urbano, ela faz falta. Está na nossa memória de anos atrás, que no início da estrada Tuiuti/Amparo, no barranco da sua margem, havia uma placa com os dizeres “Perímetro Urbano”. No retorno, quando meu pai e eu passávamos pela placa, ele dizia: “Pronto, estamos na cidade”. Por certo, há muitos arquivos vivos que se lembram dessa placa.

E POR QUE ESSA CONVERSA SOBRE PERÍMETRO URBANO? É DA QUARENTENA? ESSA CONVERSA NÃO É NÃO.

A proposta da construção de uma Perimetral em nosso município vem de administrações anteriores. Nós sabemos que propostas aceitas, aprovadas pelo Governo do momento e ratificadas pelos sucessores, ficam na lista de espera e por vezes nunca saem do papel, como é o caso da duplicação das estradas: Bragança/Socorro e Bragança/Itatiba, por enquanto só promessas. Bem, voltemos para a construção da Perimetral anunciada pela Prefeitura. Para nós, não é Perimetral, visto que o seu traçado está na Zona Urbana, com início na região da Santa Luzia (B.J. de 09/5/2020). Para nós é uma interligação entre bairros.

Para ser chamada de Perimetral deveria passar pelos perímetros urbanos. O seu traçado deveria ser em meia lua: saindo da via Fernão Dias pela variante do Guaripocaba, passando pelos perímetros urbanos, cortando as estradas Bragança/Socorro, Bragança/Amparo e Bragança/Itatiba, terminando na via Fernão Dias onde existe um trevo, proximidades do Bairro do Tanque.

Pois é, assim construída, essa Perimetral viria desafogar a zona sul: a Variante do Taboão, a Praça da Estação, hoje Praça 9 de Julho, Avenida dos Imigrantes. Facilitaria a mobilidade: de alunos e professores da USF, de todo o pessoal do Hospital Universitário e dos pacientes, dos moradores dos bairros locais e adjacentes e dos viajantes em curso para Itatiba, Amparo, Tuiuti, Circuito das Águas. Na zona norte: facilitaria o acesso à via Fernão Dias e às cidades do sul de Minas, e as idas para Amparo, Tuiuti, Itatiba e bairros rurais.

Cabe mais um: “Pois é”, como obra relevante, deveria ser contemplada com trevos seguros de acesso e ser construída com mão dupla, com quatro faixas de rolamento e margeada por uma ciclovia. Assim construída com todos os pré-requisitos, faria jus de ser chamada Perimetral, acrescida com o nome de um patronímico, merecedor dessa honraria.

PODEMOS DIZER QUE ESTAMOS SATISFEITOS COM TAL OBRA? PARA OS QUE GOSTAM DE MIUDEZA, SIM!

A nossa indignação pelo descaso de como nossa Bragança é tratada pelos governantes do Estado, nos faz perguntar: Por que não fazer uma obra de porte estrutural que marque época e evidencie atenção, respeito e reconhecimento do Estado, não apenas por nós, “a sede”, mas para com todos os municípios vizinhos que seriam usuários dessa obra?

O Governo do Estado não investe no nosso município e quando chega a destinar alguma coisa, são migalhas. Se Política é a medida, o Colégio Eleitoral da região é grande e aqui ainda se pratica o voto retrógrado da polarização. Um dia mudará. E daí o que vai acontecer? A Governante ou o Governante, a Vereadora ou o Vereador também mudarão. Já passou da hora!!! E vale para as três esferas e para os dois Poderes: Executivo e Legislativo.

Bem, face à constatação da destinação das migalhas do Governo, concluímos que se o Governo Estadual não fosse obrigado a destinar a verba institucional do DADE, o prédio do histórico “Theatro Carlos Gomes” estaria em ruínas. Só falta ele aparecer para inaugurá-lo! Resta a afirmar que o Prefeito atual cumpriu a sua obrigação de reerguê-lo, afinal, ele comprou da Diocese, lá atrás, no ano de 2005, prédio esse que foi da Câmara Municipal e num dado momento passou para a Diocese, não temos a data dessa transmissão de posse.

Ainda com o Coronavírus, com o isolamento social, agora com vários modelitos de máscara e vamos que vamos:

A C O R D A   B R A G A N Ç A  ! ! !