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Trabalho acadêmico-científico comprova eficiência de teto jardim para minimização de alagamento urbano em Bragança Paulista

publicado em 29 de outubro de 2019 - Por Ambiente em Pauta

Publicado pela Editora Atena em seu novo volume do e-book “Engenharia Ambiental e Sanitária: Interfaces do Conhecimento – 2” o trabalho acadêmico-científico desenvolvido por três engenheiras ambientais e sanitaristas bragantinas, acompanhado por seus professores durante a graduação na Universidade São Francisco, comprova a eficiência do teto jardim para minimização de alagamento urbano em Bragança Paulista.

Durante cinco meses do ano de 2016 as Engenheiras Raquel Silva, Camila Lustosa e Gabriele Sabbadine, que eram estudantes do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária na Universidade São Francisco, confeccionaram módulos experimentais – um módulo de teto jardim e outro de telhado convencional – a fim de analisar o comportamento dos mesmos frente a índices pluviométricos de fraca, média e forte intensidade realizando medições de vazão, observação de movimentação de solo do teto jardim, cálculos manuais e ensaios de escoamento. Com isso foi comprovado que o teto jardim reteve a média de 37% da água pluvial que nele se depositou e sua vazão foi 15% menor se comparado ao telhado tradicional.

Após esta etapa os dados obtidos foram migrados para um estudo de caso envolvendo residências localizadas na Avenida João Alberto Anhert, no Jardim Águas Claras. A escolha desta área se deu após algumas residências serem afetadas por alagamento em 23 de dezembro de 2015, conforme notícia publicada no site da Prefeitura Municipal de Bragança Paulista em 30 de dezembro de 2015.

Com a migração dos dados e após analises de localização e características locais, foi comprovado que se todas as residências localizadas na área afetada possuíssem teto jardim o alagamento seria reduzido em 34,6%. Já se todas as residências localizadas na área total acima da avenida em estudo possuíssem teto jardim, o alagamento seria reduzido em 44,45%. Tal estudo apresenta também a contribuição do teto jardim na redução da vazão de água em galerias pluviais, ruas e calçadas, evitando transtornos sociais, econômicos e ambientais.

Bragança Paulista possui a Lei do Imposto Ecológico desde dezembro de 2013 – Lei Complementar 755/2013–onde a utilização de teto jardim residencial é citada como medida para obtenção do benefício (desconto no IPTU).
Para saber mais: Link para acesso à Lei complementar nº 755, de 17 de setembro de 2013: https://leismunicipais.com.br/a/sp/b/braganca-paulista/lei-complementar/2013/75/755/lei-complementar-n-755-2013-autoriza-o-poder-executivo-a-criar-o-programa-imposto-ecologico

Link para dowload gratuito ou leitura OnLine do Ebook: https://www.atenaeditora.com. br/arquivos/ebooks/engenharia-ambiental-e-sanitaria-interfaces-do-conhecimento-2.

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Raquel da Silva Pinto, Engenheira Ambiental e Sanitarista, colaboradora do Coletivo Socioambiental e Associação Bragança Mais.