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Taxa de coleta de lixo

publicado em 19 de janeiro de 2019 - Por Marcus Valle

Essa questão da “taxa de coleta de lixo” aumentar mais de 54% de 2018 para 2019 é, no mínimo, extremamente infeliz, e onerosa à população.

Dizer que antes se aplicava o índice IPCA, e depois mudar a base de cálculo para o Código Tributário, não convence.

Se no ano passado e retrasado essa mesma administração (assim como a outra) aplicou o índice do IPCA, e neste ano mudou para obter uma maior arrecadação, assume uma grave incompetência.

Fizemos pedido de informações a respeito.

2 – Suspensão de loteamentos

          É fato notório que estávamos tendo muitas aprovações de empreendimentos (loteamentos, condomínios etc.) em Bragança, sem grandes critérios, o que gerará futuros problemas de trânsito, enchentes, mobilidade, segurança etc.

Portanto, é necessário maior critério e rigor nessas aprovações, exigindo-se estudos técnicos (e/ou compensações). Porém, o anúncio de suspensão de qualquer empreendimento até a confecção do novo Plano Diretor (que pode demorar cerca de dois anos) nos parece exagerado e impactará a economia e o emprego. Nem oito… nem oitenta.

3 – Evitar que a terra entre

          O anúncio da prefeitura de que pretende implantar um sistema de contenção de sedimentos (proteção de assoreamento) no Lago do Taboão, é elogiável.

Sem dúvida, essa é uma medida fundamental. De nada adianta desassorear (15% da terra existente foi retirada) se ela continuar caindo no local.

Aliás, outros lagos urbanos (Tanque do Moinho, Hípica, Orfeu e São Miguel) têm problemas de assoreamento.

4 – APP… desapropriação

          Um leitor nos questionou sobre anúncio da Prefeitura no que se refere à desapropriação de um terreno, a área tem 7.877,53 m², e pertence à empresa Nossa Senhora de Fátima, para facilitação do trânsito no local (abertura de via).

Perguntou ele: esse terreno, que grande parte fica ao lado do ribeirão, pode ser desapropriado?

Esclareço: a faixa de 30 metros de cada margem é área de preservação permanente (APP), o que reduz em muito o valor comercial do terreno (isso tem que ser conferido). No que se refere à possibilidade da Prefeitura usar uma APP, poderá tentar obter licença para casos de utilidade pública.

Enfim… o terreno não tem valor comercial que teria se não fosse APP em grande percentual.

5 – Aumenta a venda de bicicletas

          Ante 2,5 milhões de carros e 900 mil motos fabricados, a produção de bicicletas no Brasil, em 2018, aumentou 16% em relação a 2017. Foram 777.641 unidades fabricadas, ante 667.363 do ano anterior (dados da Abraciclo).

Motivos: expansão da mobilidade urbana (ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas nos municípios), e maior oferta de produtos com preços competitivos.

Mas em Bragança, aumentam as bicicletas, mas não se implanta nada para os ciclistas. Uma pena.

6 – Rápidas

          1 – Recebemos e-mail de um cidadão nos questionando sobre a falta de bocas de lobo na Avenida dos Imigrantes, onde a Prefeitura está realizando recapeamento asfáltico (próximo à Concha Acústica).

2 – Represa Jaguari / Jacareí está com 43,82% de sua capacidade.

3 – Continua a “novela” sobre a renovação do contrato com a Sabesp em Bragança. Esse contrato venceu em 2009 e até agora nada foi resolvido.

4 – Até agora nada foi feito pelo DER com relação ao perigoso cruzamento entre a Rua Rinzo Aoki e a Alameda Quinze de Dezembro, no Tanque do Moinho. Já pedimos diversas vezes e nada.

7 – Folclore: “perdeu a mão”

          Em 1969/1970, apenas dois médicos no mundo, um sul-africano (Christian Barnard) e um brasileiro (Euryclides de Jesus Zerbini) faziam transplantes de coração.

Nessa época, nós tínhamos 15 ou 16 anos. Um rapaz de uns 25 anos, que se dizia estudante de medicina em São Paulo (tinha o apelido de Gegê), sempre sentava com a gente na Praça Central e nos contava suas proezas maravilhosas.

Contou que certa vez, quebrou a mesa do diretor do Mackenzie com uma corrente, porque ele não deixou sua namorada entrar na escola de minissaia (o diretor pediu desculpas, é claro). Contou também que certa vez, com um “tchaco” enfrentou quatro caras enormes numa rua da capital. Suas histórias eram ótimas, e nossa turma se dividia: – ele era mentiroso ou não?

         Eu achava que era… outros o defendiam.

Daí, um dia ele chegou e contou que estava na frente da faculdade de medicina, todo vestido de branco, quando parou um “Landau” (carrão da época), e um senhor do banco de trás do veículo mandou ele entrar.

O homem disse que precisava dele urgente.

Nisso ele nos perguntou:

Sabem quem era o homem?

         Ele mesmo respondeu:

– O Dr. Zerbini.

         Eu pensei… acho que ele não vai contar isso… muito exagero.

Mas ele contou:

Ele me levou para ajudar a fazer um transplante de coração.

         Pensei: O Brasil é um país esculachado, mas pegar um cara na rua para ajudar a fazer transplante seria o fim. Se bem… que na época todos os pacientes morriam em poucas semanas.