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Tapume continua

publicado em 13 de agosto de 2018 - Por Marcus Valle

Até agora não tiraram um tapume próximo à Vitrine do Lago, que interrompe a calçada e dificulta o transito dos pedestres. Há meses a Prefeitura nos informou que havia notificado os responsáveis para retirar o tapume, que é ilegal segundo o Executivo (o prazo de 60 dias da notificação já passou).

2 – Trânsito bagunçado

Trânsito está uma bagunça. É verdade que temos 120 mil veículos para uma cidade com topografia acidentada, ruas antigas e pouca possibilidade de construção de novas vias. Mas com as atuais alterações parece que piorou muito o trânsito, e a Prefeitura até suspendeu algumas modificações para melhores estudos. Há engarrafamentos enormes em vários setores.

3 – Absurdo

Como todos sabem, um reitor da Universidade de Santa Catariana se suicidou após ter sido injustamente preso, a pedido de uma Delegada da Polícia Federal.

O fato repercutiu muito no país e numa entrevista na TV, um acadêmico falou sobre o suicídio do colega, e ao fundo, cartazes colocados por estudantes criticavam a ação desastrosa e injusta da Delegada da PF e da Juíza.

Pasmem: a Polícia Federal abriu inquérito contra o entrevistado.

Moral da história: Nenhuma preocupação com a moral dos outros (o reitor se suicidou com a prisão injusta), mas total preocupação com a moral própria (a crítica à Delegada). Isso que é critério.

4 – Placas de fora

Empresas de ônibus que operam em Bragança têm a maioria dos seus veículos emplacados em outras cidades e outros estados. Será que isso é para pagar menos impostos? O fato é que o município de Bragança deixa de arrecadar.

5 – O que sairá primeiro?

Há uma aposta. O que será feito primeiro:

1 – O Centro de Convenções; 2 – O sistema de ciclovias; 3 – A duplicação da estrada Bragança – Socorro (ou Bragança – Itatiba); 4 – Obras da reforma e restauração do prédio do antigo Colégio São Luiz. Dentre essas opções, me parece mais provável o casamento do Pato Donald com a Margarida.

6 – Coisas da política

Bragança tem quatro pré-candidatos a deputado estadual: Basílio Zecchini Filho (PSB), Camila Marino (PSB), Edmir Chedid (DEM) e Alexandre Reginato Acedo (PDT).

Fato curioso: dois do mesmo partido (PSB) e dois primos, de partidos diferentes (DEM e PDT).

7 – Rápidas

1 – Marina Silva, que tem Eduardo Jorge (PV) como vice, embora tenha pouco tempo na TV, continua em segundo lugar nas pesquisas. Sem radicalizar e atacar ninguém, por enquanto tem votos da esquerda e da direita.
Embora sem qualquer escândalo, ou acusações de corrupção, ela deverá ser atacada por todos.

2 – Bolsonaro, Alckmin (Álvaro Dias, por fora) disputarão os votos da direita (os observadores preveem que não há espaço para os dois num segundo turno). Pela esquerda concorrem com chances, Ciro e o candidato do PT (Haddad). Também não há espaço para os dois no segundo turno.

3 – Henrique Meirelles (PMDB), embora respeitado como economista, é ignorado pela mídia e eleitorado.

4–Represa Jaguari – Jacareí está com 43,4% de sua capacidade.

8 – Dica de livro

Li o livro “O Brasil na Segunda Guerra Mundial”, da historiadora Teresa Isenburg, da Universidade de Milão, editora 22 Editorial, 175 páginas. Na obra narra-se a política brasileira na época, a divisão de posições no governo brasileiro sobre a guerra, e a política que conduziu o país a entrar no conflito.

Discorre a autora sobre a logística deficiente, as más condições (físicas, de material, de transporte etc.) das tropas e sua atuação em 1944. Alguns dados interessantes: 23 mil militares da FEB enviados à guerra, oito meses de atuação na Itália em frentes de batalha, cerca de 450 mortos, principal batalha (Monte Castelo). Uma obra recomendável.

9 – Folclore

Nessa época de eleições presidenciais, as torcidas e emoções estão super-radicais, principalmente nas redes sociais. Candidatos são exaltados ou esculachados, e muitos internautas passam de qualquer limite.
Até mesmo num grupo de Whatsapp de sociedade de amigos de bairro a coisa “desandou”.
Um cachorro sumiu e alguém publicou que ele tinha dono.
Outro respondeu que o dono era culpado, pois não olhava o cachorro direito.
Uma mulher ao defender o dono, disse que a crítica só poderia partir de um eleitor do Lula.
Outro retrucou que esse comentário só poderia partir de uma fascista.
E aí mais gente entrou… o “pau comeu”… e todo mundo esqueceu do pobre cãozinho.